A INFLUÊNCIA DAS DATAS COMEMORATIVAS NO MARKETING

Já sabemos que as datas comemorativas alavancam as vendas, contribuem para a movimentação do comércio e expandem os negócios. O que ainda estamos aprendendo a planejar cada momento desse relacionando as ações de vendas com as ações de marketing, facilitando assim uma comunicação eficiente com o público alvo e alcançando as metas pré estabelecidas.

Então vamos as dicas:
A PREPARAÇÃO: Estar preparado com uma ação empresarial não é somente lembrar de cada data, é também visá-las como porta de entrada de novos parceiros e/ou clientes. Preparar-se para uma ação de marketing é visualizá-la (no papel, com anotações de como irá realizar e executar) descrevê-la como se já tivesse pronta. Priorizando as necessidades de seu público, focando no comércio como um todo, englobando a atuação constante da empresa e casando a ideia com as metas de negócios.
A DIVULGAÇÃO: Cada ação de marketing deve ser apresentada previamente ao público, para que aguardem o momento do lançamento ou para causar suspense e anseio pela data da ação. As mídias devem ser pré-preparadas de acordo com o objetivo da campanha, e para melhorar seu meio de apresentação, é importante priorizar as mídias que seu público ‘prefere’. Onde meu público está? É lá que devo anunciar minha campanha. E a empresa pode também vincular determinada data comemorativa com determinado meio de veiculação. Por ex.: Campanha de Dia das Mães sendo apresentada em um programa feminino com foco em receitas. Campanha de Dia dos Namorados com sorteio de jantar romântico. A criatividade e o bom senso garantem bons resultados.
A LOGÍSTICA: Algo de extrema importância é não esquecer da entrega, do comprometimento com o cliente e com a data específica para qual o produto foi solicitado. Falhar nesse quesito é perder muitos pontos. Uma boa dica é verificar o estoque, manter os prazos agendados, prometer somente se puder cumprir.
O ATENDIMENTO: O formato de atendimento ao público (seja no e-commerce ou não) pode ser diferenciado de acordo com as datas. Algumas estratégias são sempre bem vindas quando farão o cliente sorrir e se sentir confortável durante a negociação. Inovar na ideia da data comemorativa com o atendimento focando o mesmo tema, pode garantir a fidelização de clientes e aumentar a visibilidade do negócio.
Uma data comemorativa não precisa necessariamente pensar no lucro propriamente dito, pode focar no atendimento ao cliente e em suas necessidades e desejos sanados. As datas comemorativas podem estreitar os laços da empresa com seu público alvo, criando laços de comprometimento e satisfação durante a compra, ou uma mera visita para conhecimento do produto ou serviço. Por isso, pensar nas datas com antecedência e foco, garante melhores resultados, quando o foco da empresa é obter reconhecimento e seus objetivos estão voltados para ‘o que meu cliente deseja’. Boa sorte e muitas comemorações.
FONTE: Ideia de MKT

O DOADOR DE IDEIAS – QUANTO VALE A SUA?

Há poucos dias recebi uma ligação que me fez refletir sobre o meu trabalho, sobre o seu presente e o seu futuro. Acredito que mais pessoas que trabalham no ramo da comunicação podem estar vivendo o mesmo dilema, ou já passaram por situação parecida. Estava eu trabalhando em uma manhã qualquer, quando toca meu telefone, atendo gentilmente com um bom dia e logo a outra pessoa dispara: Preciso de uma ideia sua!

Ok, penso eu, é exatamente esse o meu trabalho, vender ideias. Mas a ideia que este cliente se referia, não era uma ideia qualquer, era uma “ideiazinha” rápida, algo “bobo”, que claro, nos pensamentos dele eu não deveria cobrar por uma “ajudinha” dessas. Qual a dificuldade de as pessoas entenderem que esse é exatamente o trabalho de um profissional de comunicação? Qual a dificuldade que as pessoas tem em pagar por boas ideias? Estamos vivendo em uma época onde o egocentrismo está exacerbado, é difícil para as pessoas admitirem que as ideias não são delas e, pior do que isso é mais doloroso ainda terem que pagar por ideias de outras pessoas.

Deparei-me com outro caso recentemente, quando fui solicitado para realizar um trabalho de marca no setor moveleiro, que envolvia desde a concepção nominal até a entrega do manual de aplicação. Ao apresentar o nome sugerido, o cliente olha, analisa e me fala: pois é, você acredita que eu já havia pensando nesse nome? É claro que ele realmente já poderia ter pensando neste mesmo nome, mas não soa engraçado para vocês? Para mim pareceu um pouco estranho, já que eu estava entendendo todo o contexto que ali se apresentava.

Não cabe relatar mais casos desses, mas podem acreditar, ainda teriam muitos para serem compartilhados. O que nos cabe é analisar o porquê de não conseguirmos ter nossas ideias valorizadas, ou valorizadas, mas não remuneradas adequadamente. A reunião de briefing e a apresentação do planejamento de execução de um trabalho são sempre estimulantes, mas logo em seguida aparece a maldita última folha do projeto: o custo total da operação. Depois disso, você acaba tornando-se o inimigo do seu cliente, há minutos atrás era você quem salvaria a empresa, agora é você que aponta uma arma para a cabeça do empresário.

Ele não compreende os custos do investimento em marketing, ele não aprendeu isso na sua formação acadêmica, onde essa área passa quase batida nos currículos escolares, ele não teve tempo de dar atenção para isso durante os anos de empresa, pois as vendas sempre foram a prioridade. Pois bem, como vender mais sem avisar aos outros que seu produto tem qualidade, uma bela embalagem, uma história interessante, um posicionamento adequado, enfim, todas essas coisas “bobas” que um profissional de marketing faz?

Ser um doador de ideias me parece algo nobre, um cargo social, quem sabe até chegar ao ponto de abrir um espaço colaborativo de ideias, o que acham? Mas doar ideias para empresas que não precisam de doações é o que realmente me incomoda, empresas com alto faturamento, empresários bem sucedidos, isso não me faz bem, não me conforta. Já está mais do que na hora das pessoas saberem que as ideias tem valor, uma pequena ideia na hora certa, pode causar uma revolução dentro do coração de uma empresa.

Coloquemos os pingos nos “is”, um profissional da comunicação vive de comunicar-se sobre as ideias que cria. O primeiro processo é sempre a concepção da ideia, não é fácil, mas acredito que qualquer pessoa conseguiria, basta ter conhecimento, estudo e muita dedicação para que as ideias tenham sucesso na prática. E, se algumas pessoas não querem se esforçar para terem boas ideias, que adquiriam o costume de pagar por elas.