Geomarketing – Sua marca no quintal do cliente

Um pressuposto básico para uma empresa se estabelecer ou ampliar seus negócios é estudar o mercado. Fazem parte das estratégias de marketing buscar respostas referentes a questões como: Quem são nossos clientes? Onde vivem? Quais são seus hábitos? Onde está nossa concorrência? Qual o melhor local par abrir uma nova loja? Será viável determinada expansão? É justamente nesse contexto que se insere o geomarketing.

Talvez você tenha conhecido alguma empresa que utilizava aqueles mapas enormes, fixados nas paredes e sinalizados com alfinetes indicando áreas de cobertura da força de vendas, essa estratégia é precursora do geomarketing e tem por objetivo identificar os pontos de vendas, a divisão de territórios, o potencial das áreas atendidas e não atendidas, localização dos melhores clientes ativos e inativos e a identificação de prospects, por exemplo.

Evidentemente que o uso de informações geográficas nos dias atuais tornou-se ainda mais substancial, tendo em vista o nível de competitividade entre empresas e marcas em âmbito global. Com a utilização de tecnologias digitais e sistemas de informações geográficas, é possível otimizar o processamento e a armazenagem de um volume cada vez maior de dados, o georeferenciamento evoluiu do mapa na parede para o acesso remoto das ferramentas digitais.

A Federal Interagency Coordinating Committee (F.I.C.C.) definiu em 1988 o conceito de S.I.G. como “Um sistema de hardware, software e procedimentos organizados de forma a possibilitar a aquisição de dados, gestão, manipulação, análise e visualização de dados espaciais, de tal modo que seja possível resolver problemas de planeamento altamente complexos.”

O Georeferenciamento, que utiliza o S.I.G. como uma das principais ferramentas, diz respeito à manipulação de dados geográficos e demográficos, que incluem ainda, a utilização de GPS (Sistemas de Posicionamento Global), mapas digitalizados, cartoriamento entre outros.

Alguns exemplos de georeferenciamento amplamente empregados e que promovem uma plena participação do público são o e-governement, que possibilitam o acesso remoto a serviços públicos; e-commerce, serviço de compras e negócios on line e o e-learning, serviços de formação utilizados pelas instituições de ensino.

Como a área de marketing se utiliza do georeferenciamento?

Observamos que muitos dos processos de marketing ocorrem dentro de um contexto espacial e dizem respeito à questões como localização do negócio, área de cobertura, proximidade da concorrência, logística e público alvo, e que a interação entre atributos físicos ou geográficos e humanos, referentes à população e todos os aspectos culturais, comportamentais e socioeconômicos que a envolvem constróem todo o ambiente de negócios no qual a empresa está inserida.

As tecnologias de posicionamento global e os mapas digitais são capazes de individualizar o foco das ações de marketing de tal maneira que é possível rastrear os indivíduos, identificar seus padrões de consumo e os locais que frequenta, facilitando assim, a implementação das estratégias de segmentação, produção, relacionamento, parcerias, expansão e penetração de mercado, bem como, avaliar a concorrência e basear métricas de retorno das ações de marketing.

Os objetivos do Geomarketing são bem específicos

  • Gestão de território
  • Gestão de informação
  • Gestão de clientes
  • Gestão estratégica.

Estes objetivos encerram dados amplos e exponenciais ao planejamento estratégico como perfil e comportamento do consumidor, política de preços, orientação de campanhas publicitárias, promoção, merchandising, oferta de produtos e marketing direto, no uso de e-mail marketing direcionados a um público com interesses específicos.

Especialmente na área estratégica, esse mapeamento será útil a fim de traçar um perfil de determinada comunidade e identificar possíveis necessidades e demandas dessa população local que possam ser atendidas pela empresa. É dessa forma que se constrói o conceito de empresa comprometida com o desenvolvimento social e ocorre o fortalecimento de imagem capaz de garantir uma superioridade competitiva, por exemplo. Um artigo que escrevi anteriormente chamado Marketing social como ferramenta de transformação da sociedade fala sobre a importância de utilizar esta estratégia na busca do fortalecimento das relações cliente/empresa.

Quais as fontes de dados disponíveis?

  • Bases de dados públicas onde constam dados sócio demográficos como IBGE, PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), Ipea (Instituto de pesquisas aplicadas) POF (Pesquisa de Orçamento Familiar)
  • Bases de dados de empresas que prestam consultoria especializada
  • Bases de dados desenvolvida pela própria empresa como pesquisas de mercado e auditorias internas
  • Plataformas Google, como Google Earth e Google Maps.

Uso efetivo dos S.I.G.`s

Adquirir a tecnologia S.I.G. e construir uma base de dados não representa para a empresa uma fórmula mágica de Geomarketing, uma vez que se não houver um alinhamento entre informação, estratégia e plano de execução é bem provável que o resultado sobre o investimento não passe de uma montanha de dados com informações óbvias que não agregam valor algum ao negócio.

É absolutamente essencial a definição precisa de questões como a expectativa da empresa em relação ao estudo, as ações que serão conduzidas à partir desse estudo, a relevância dos dados para determinado objetivo de marketing e o retorno de todo o esforço.

As competências necessárias para administração das estratégias baseadas nesses estudos requerem uma certa especialização e deve ser considerada a criação de uma área de inteligência, com capacitação em geomarketing e com habilidade para interpretar os resultados e incluí-los na estratégia de marketing da empresa. Outra opção é recorrer à empresas de assessoria especializadas no tema, para trabalhar em conjunto com os profissionais da própria empresa a fim de orientá-los no estudo e no planejamento das ações.

Pesquisei por alto sobre softwares open source, de uso livre, encontrei referências ao QGIS que pode ser personalizado pois dispõe de muitos plugins e ao GvSIG mais muito semelhante ao anterior. Eles prometem realizar análise e cobertura geográfica e identificar o potencial de demanda e o nível penetração de mercado, que tratam das principais necessidades do geomarketing. O Sebrae também disponibiliza esse recurso através do serviço Bússola Sebrae.

É impossível discorrer sobre Geomarketing em um único artigo, a intenção aqui é destacar a importância dessa ferramenta como apoio à administração de marketing. Ainda que em um primeiro momento o termo pareça um neologismo basta saber um pouco mais a respeito para compreendermos que se trata do uso da tecnologia em acordo com a geografia, à serviço da inteligência de marketing, e que já faz parte do cotidiano de grandes empresas.

FONTE: @ideiademkt

Natal e o marketing de oportunidade

No mundo empresarial, as datas comemorativas são vistas como uma oportunidade de aumentar as vendas e prospectar novos clientes. No final do ano, tal fato, fica ainda mais evidente. Inspiradas pelo clima festivo, as pessoas ficam instigadas a consumir muito mais. É o momento das empresas agirem!

As promoções já começam em novembro, com a Black Friday. A data, que caiu no gosto dos brasileiros, mobiliza diversas lojas. Esse ano, de acordo com dados da Serasa Experian, nos dias 25 e 27 de novembro, houve um crescimento de 11% nas vendas do comércio de rua e shoppings centers no Brasil. No universo on-line, não foi diferente. Segundo a consultoria Ebit, ocorreu uma alta de 17% no comércio eletrônico em comparação com o evento do ano passado.

E em meio a essa corrida contra o tempo, todo mundo quer garantir o menor preço e qualidade. Mas, é preciso ter cautela ao ofertar um produto/serviço. Dependendo da promoção que for lançada, ela pode ser negativa para a organização, caso não atenda as reais necessidades dos consumidores. É importante definir bem a estratégia a ser adotada para não cometer erros. Afinal, com crise ou sem crise, o Natal está entre as datas que acumulam o maior volume de vendas.

Mas, afinal, por que as empresas têm mais oportunidades de vendas nessa data?

1º As pessoas estão mais dispostas a gastar. O 13º é um incentivo para que isso aconteça.

2º É mais fácil de apresentar algo novo, uma vez que, os consumidores buscam fugir do habitual para presentear.

3º O interesse pelo consumo cresce. Isso é impulsionado pelas propagandas e pelo clima festivo.

E quais estratégias podem ser utilizadas para aumentar as vendas?

Posicionamento: é preciso estar bem colocado no mercado, principalmente nas redes sociais. A apresentação, a forma como você se comunica com o cliente, faz toda diferença. É essencial manter um marketing de relacionamento forte com o consumidor, só assim, ele vai se lembrar de você.

Clareza: não ofereça algo que você não possa dar. É preciso ter cuidado com descontos absurdos que estão fora do orçamento da sua empresa.

Benefícios: todo mundo gosta de ganhar um mimo. Pode ser um brinde, um frete grátis, um voucher etc. Isso aproxima a empresa do cliente e mostra o quanto ele é especial pra ela.

Valor: demonstre o quanto o seu produto/serviço é diferente. Vá além do habitual. Ofereça algo a mais. Mostre a diferença que ele vai fazer na vida do consumidor que o adquirir.

Gerenciamento de gastos: controle seu orçamento. Tenha anotado seus gastos com despesas de matéria prima, locação, mídia etc., não extrapole o que estava previsto.

Fidelização: a retenção é muito importante, mas a fidelização é essencial. Aproveite essa data para conquistar seus clientes e fazer deles potenciais consumidores em 2017. Adote as dicas acima e procure focar cada vez mais no seu mercado.

FONTE: @ideiademkt