Marketing interno e endomarketing: o engajamento começa internamente

Existe uma máxima dentro do meio empresarial que diz “O bem mais valioso de uma empresa são as pessoas” e ninguém dúvida disso. Ter uma ideia genial, estrutura técnica, investimento são elementos de um negócio, mas, sem uma equipe bem estruturada, motivada e que acredita no ideal da empresa todos esses elementos não serão suficientes para o sucesso da empresa.

Mas, avaliando o cenário interno, como é possível motivar o seu colaborador a comprar a ideia de produto ou serviço e torna-lo engajado com a sua empresa? É ai que o marketing interno e o endomarketing possuem um papel crucial.

Diferenças entre o endomarketing e marketing interno

O marketing interno e o endomarketing são ferramentas da comunicação organizacional, porém, existem diferenças entre elas.

Como o nome sugere, o endomarketing é o marketing voltado para dentro da empresa. Basicamente, o endomarketing se utiliza de técnicas e estratégias do marketing tradicional e aplica ações utilizadas no mercado externo, só que voltado para seus funcionários.

O que a empresa ganha com isso? Tudo! Um funcionário engajado que veste a camisa da empresa, acredita nos objetivos definidos e se sente completamente incluído nos propósitos dela. Imagine o impacto positivo de um funcionário motivado em comparativo a um funcionário que está ali apenas pelo salário? ?

Mas, se o endomarketing é basicamente o marketing aplicado dentro da empresa, o marketing interno é o que? É a forma que a empresa encontra para se comunicar com seu funcionário e desenvolver um relacionamento interpessoal com o mesmo.

Se no endomarketing o funcionário é visto do ponto de vista do cliente, no marketing interno a empresa tem como objetivo transforma-lo em colaborador. Pela comunicação interna e troca de informações, é possível adquirir feedbacks e envolver os colaboradores em etapas de testes de produtos e serviços e aperfeiçoa-los antes mesmo do seu lançamento, por exemplo. O marketing interno também permite um relacionamento mais próximo entre colaborador e gerência.

Diferenças à parte, objetivos em comum

Um funcionário satisfeito, que acredita na filosofia da empresa, com certeza trabalhará com muito mais afinco, e esse é o objetivo das ações de endomarketing e marketing interno: Proporcionar um ambiente empresarial que encoraje seus funcionários a darem o melhor em questão de produtividade e compromisso com a empresa. Seja do viés de cliente interno ou colaborador, ambas as ações trarão benefícios para os dois lados.

Qualquer negócio seja de pequeno, médio ou grande porte, podem aplicar ações de endomarketing e marketing interno, basta adapta-las de acordo com a cultura da empresa, os resultados com certeza serão satisfatórios. Vale o teste!

FONTE: blog.vhsys.com.br

Porque a sua empresa é invisível no Facebook

Não adianta, o kit media social vendido por um precinho incrível não presta!

Quem aqui não conhece muito bem essa história? É sempre a mesma: você possui um negócio e percebe que está atrás da concorrência. A sua empresa está desacelerando e você conclui que o motivo disso é a falta de investimento em marketing. Vai até um agência de esquina, que lhe dá o parecer por um precinho camarada: “Ah, certamente é porque você não está no Facebook! Todos estão! Todos precisam estar! Por alguns trocados eu resolvo isso para você!”.

Eu não estava me preparando para escrever sobre isso. Na verdade, o texto que havia pensado era completamente diferente. Não vou adiantar o tema, mas uma reunião com um cliente — ontem — me fez mudar de ideia. Pensei: “Não é possível que isso ainda aconteça em 2015!”. O que aconteceu? Ah, você já sabe; é quase sempre a mesma coisa.
Me diga, você lembra do final dos anos noventa? Eu tive acesso à internet em casa pela primeira vez em 1998. Eram aquelas discadas do tipo que você instalava por meio de um CD do discador UOL com 20 horas de acesso gratuito, que vinha com um chimpanzé na capa, vestindo uma camiseta de algodão da marca. Conectar? Só depois da meia noite, desde que não fique até muito tarde, porque tem escola. Sábado e domingo eram liberados. Se não me engano, sábado era só depois do almoço…enfim.
Naquela época eram apenas as grandes empresas que tinham dinheiro e interesse em construírem sites na internet. Os serviços eram caros, difíceis, demorados e estressantes; faltava mão de obra e todo tipo de tentativa era mais ou menos uma espécie de alquimia. Bom, mais de quinze anos se passaram e a alquimia persiste, por incrível que pareça.
Tudo começou quando o Google decidiu que organizaria quase toda a informação do mundo. Que ranquearia por interesse, qualidade, responsividade, conteúdo útil e uma pancada de detalhes de SEO que não cabe aqui nesse texto detalhar. Mas, até então, tudo bem. A internet, como negócio, era habitada por dois tipos de pessoas, ainda: Os nerds e curiosos esquisitões e os homens endinheirados. Eis que tudo mudou…

O surgimento do Orkut

Quando a primeira rede social de peso aparece aqui na internet, as pessoas mudam completamente o seu perfil de navegação. Se antes dividiam o seu tempo em múltiplos portais — cada vez maiores, com cada vez mais notícias, cada vez mais difíceis de serem encontradas, em uma barra de menu cada vez mais extensa — agora elas passavam até setenta por cento do seu tempo conectadas em um único local, onde compartilhavam o que gostavam, inclusive aqueles GIF’s animados de cachorrinho segurando um coração escrito: “O amor da vovó”.
Ainda que todos estivessem aderindo à navegação por muitas horas seguidas, ainda não existia esse fenômeno mobile e as empresas ainda continuavam, em sua imensa maioria, apenas com aquele site institucional com a mesma barra de menu para todos: quem somos, a nossa equipe, a nossa empresa, fale conosco e aquele monte de imagens copiadas diretamente do cadê. Pois é, naquela época a maioria ainda usava o cadê.

Eis que tudo mudou, novamente…

O surgimento do Facebook

O Brasil sempre aceitou muito bem toda e qualquer novidade tecnológica que envolva atividade social. Conversar, compartilhar, mostrar as fotos, aquele prato de comida japonesa e as garrafas de red label com tags: “iniciando os trabalhos” sempre se encaixaram muito bem com o perfil do nosso povo. Somos comunicadores, expansivos e adoramos isso. Quando o Facebook aparece, cai como uma luva em terras tupiniquins. Era perfeito! Poderíamos mandar bom dia e boa noite para todas as pessoas da nossa lista e mostrarmos o que estávamos fazendo, comprando e para onde iríamos viajar de uma única vez. Ele ainda lembrava os aniversários da família e não precisávamos mais ligar para aquela nossa prima para dizer “meus parabéns!”. Era horrível quando a nossa mãe ligava e passava o telefone: “Dê parabéns para a sua prima!” e você não sabia direito como começar e encerrar aquela conversa. Mas, até ai tudo bem.
Conforme a cultura de comunidades, herança do antigo Orkut, cai por terra e é substituída por uma dinâmica de páginas, que são curtidas e invadem a sua linha do tempo a cada nova postagem, “especialistas digitais” começaram a aparecer em programas matinais e vespertinos, dizendo: “Se a sua empresa não está no Facebook, você está ficando para trás!”. Um universo de empresários e empreendedores que sempre se deram muito bem com a cultura local e com seus clientes de bairro se viram pressionados pelos programas da tarde e jornais de domingo, que lhe diziam: “Faça uma página no Facebook! Faça uma fan-page!”.

O argumento era sempre o mesmo: quem não está na rede social mais famosa do mundo, morreu para o cliente. Você precisa estar lá, adicionar o seu número de telefone e taguear o seu site na área “sobre”, mesmo que você seja um sapateiro que atende apenas ao seu bairro.

Os sobrinhos nunca trabalharam tanto. Da mesma maneira que um tsunami de garotas que gostavam de passar maquiagem no rosto se tornaram vlogueiras e blogueiras, quem tinha um gato e passava mais de oito horas conectado nas diversas redes sociais se tornou um analista de redes sociais. Assim mesmo, do nada. Você sabia o nome de seis ou sete delas? Tudo bem! Pode por esse crachá no peito que o serviço é seu!
Agências de esquina nasceram com quatro ou cinco amigos, que se diziam especialistas. Um cuidava no “face” outro daquelas página em temas de WP e os outros iam para a rua buscar clientes. A estratégia?

A ameaça da invisibilidade

O plano era simples, fácil e de execução tranquila. Bastava entrar em um comércio segurando uma pastinha e com um tablet embaixo do braço e dizer: “Sou da comunicação e preciso falar com o responsável”. Uma vez que fosse atendido, o repertório era sempre o mesmo.

“Olha, eu represento essa agência de marketing digital. Fazemos todo tipo de site e em uma busca rápida pela internet percebemos que você não tem uma comunidade no Facebook. Você sabia que está perdendo muito dinheiro? Precisamos agir agora! Não podemos perder mais tempo!”.

O serviço era rápido e fácil. Quase ninguém tinha uma página institucional e por isso mesmo o oceano era cheio de peixes; dava para todo mundo fazer um dinheirinho rápido e honesto. Os que aderiam à moda, replicavam aos amigos: “Ah, agora a sapataria do Salomão possui uma página no face! Você não tem uma, João açogueiro? Está perdendo dinheiro, viu?! Olha, não é por nada não, mas fale com esse garoto daqui; ele é ótimo e o preço é baratinho”. E a corrente aumentava…

Afinal de contas: qual o problema nisso tudo?

Não há problema algum. Esse é o mercado e eu sou um defensor fiel de que todo prestador de serviço tem o cliente que merece e vice versa. Para cada bolso e cada objetivo há um profissional pronto para atendê-lo. Entretanto, o conteúdo do texto de hoje é o porque da sua empresa ser invisível do no Facebook. E agora vão alguns motivos para isso.

O mais importante deles: O Facebook é apenas uma ferramenta meio. Não adianta você levantar uma página e escolher uma boa foto de capa — não aquela JPG estendida no paint, selecionando, segurando na pontinha e aumentando — que tudo dará certo. Sem conteúdo de qualidade nada acontece. E isso nós remete diretamente ao que eu chamo de…

A síndrome da fan-page BOT

O que é isso? Qualquer pessoa que tenha jogado CS 1.5 quando era adolescente — alguns até hoje — sabe o que eram BOTS. Estou utilizando esse jogo como exemplo apenas porque era um dos mais conhecidos, mas quase todo jogo possui essa engenhoca. São oponentes comandados por inteligências artificiais, que acabam não sendo tão inteligentes assim. Antigamente, ficavam presos na porta, atiravam no céu e ficavam pulando, repetidas vezes, para tentar subir em uma caixa muito mais alta do que o próprio boneco.

Não importa qual era o jogo: os bots costumavam ser igualmente burros.

E é assim que a maioria das páginas institucionais se comporta, no Facebook. A estratégia é quase sempre a mesma:

Crie uma página, coloque uma foto de capa e bote o link do seu site, que não é alimentado há uns cinco ou seis anos. Pronto, agora você está no mundo digital! Compartilhe todos os dias os posts das mesmas páginas famosas tipo Exame e Folha de São Paulo, geralmente com uma linha de comentário do tipo: “Gostei!”, “Muito legal!”, “Vale a pena compartilhar!”, “Interessante!”.

A página adquire o gosto de requeijão diet. Não, não do light, do diet mesmo! Não tem personalidade, não tem sequer um sinal de fumaça de criação própria. Você só copia, só compartilha e age como a sua tia fazia no Orkut. Você se tornou aquele seu parente velho e sem graça!
A fan-page se tornou igual a tantas outras. E o reflexo disso é um número de likes baixíssimo. Eis que o empresário, confuso, retorna até o garoto da agência e diz: “Isso não está funcionado! Cadê o vulcão de clientes que você me prometeu?” e a resposta é fantasticamente simples: “É que precisamos fazer uma campanha de likes!”.
Cinquenta reais por semana são adicionados em campanhas de impulso. O garoto alimenta, o Facebook embolsa a grana e lhe dá alguns likes sem esforço algum, e em dois meses a página cresce 200%. O empresário fica feliz, diz que o garoto é um gênio criativo e pede para aumentar o valor. Eis que chegamos no tipo de página que eu chamo de…

A página cidade fantasma

Ela é o que mais vemos por ai. São páginas com 50, 60, 100 mil likes e que, quando postam alguma coisa, geralmente daquele jeito que eu expliquei acima, tem incríveis 4 likes e 1 share. Geralmente quem compartilhou é o dono da página.

A página possui um número de seguidores de respeito, mas porque a interação é tão baixa? Porque eles foram todos comprados! Ninguém está nem ai para o que você faz e sequer sabem porque está lá. Você se surpreenderia com o número de pessoas que dão “like” em tudo que aparece. Curtem, curtem, curtem, mais ou menos como quando a sua mãe usa o seu navegador por cinco minutos e quando você volta ele está assim…

“Mãe, o que você fez?!”

95% das empresas se satisfaz nessa situação. Ao longo do tempo elas perceberam que o Facebook não traria tanto dinheiro e clientes assim para elas. Dai, desistem. “Bom, já paguei mesmo. Ao menos tenho uma página com cem mil seguidores”. Ou se enganam. Se foi algum gerente ou diretor que aprovou o projeto, deformam os números para o chefe e dizem: “Olha quantos seguidores nós temos! Quando nós postarmos uma novidade eles todos saberão!” e como a grande maioria das pessoas sequer sabe sobre a taxa de visualização da sua página, fica por isso mesmo.

Os 5% que restaram, ainda tentam compreender o porque depois de tantos meses e “tanto dinheiro” colocado, a rede social ainda não deu dinheiro e clientes. Voltam ao sobrinho, que mais uma vez tem a resposta…

É que falta um gestor de conteúdo para a sua página!

Grande parte dos sobrinhos viram isso em algum curso ou vídeo do youtube. Aprenderam que agora há uma nova função para eles. Além de criarem a fan-page e impulsionarem as campanhas de likes eles podem ganhar um dinheirinho extra todos os meses. Serão gestores de conteúdo!

Funciona mais ou menos assim: ao invés de você gastar o seu tempo e o seu dinheiro em post’s que não funcionarão, para seguidores que não terão o menor interesse na sua empresa, você passará a pagar alguém todos os meses para fazer isso por você.

Tá, não serei injusto, haverá um “trabalho de arte”. Abre-se o Photoshop — se for o PS mesmo você está até no lucro! — coloca-se um fundo em uma cor chamativa e uma frase de efeito é escrita em letras garrafais.

Um excelente trabalho feito por um sobrinho profissional!

Bom…essa é a realidade de nove em cada dez páginas do Facebook. São quase todas as mesmas, como um exército de japoneses em um metrô. Nesse ponto, 98% das empresas terão ficado para trás…terão desistido no meio do caminho, percebido que a rede social não é assim uma “máquina automática de imprimir dinheiro” e o foco já estará em um próximo santo graal.

Mas o ponto é: e os outros 2%? E quem continuar perseverando?

O “golden 2%” e as páginas que realmente fazem a diferença

Aqueles que persistem na busca pelo entendimento do que realmente importa para que o Facebook se torne uma ferramenta realmente útil para o seu negócio, acabarão encontrando uma pista. Cairão em algum site de quem realmente entende do que está falando ou verão algum vídeo ou lerão um artigo como esse e ficarão com a pulga atrás da orelha. Sentirão aquele cheiro de fumaça, que sobe atrás de uma montanha, denunciando que ali, distante, há alguma coisa para ser vista…

Esses curiosos, verdadeiros sobreviventes, acabarão conhecendo conceitos como a importância do conteúdo original, a linguagem personalizada, a frequência como os posts devem ser feitos e a redação publicitária autoral que causa a sensação de pertencimento. Aprenderão sobre o poder do nicho e como liderá-lo; verão nomes como Seth Godin e tantos outros atuais; quem sabe — quem sabe! — isso os levará até alguém que realmente saiba do assunto. Perceberão que a criação de uma personalidade atrativa e que impacte diretamente aos pertencentes da sua cauda longa é que possibilitará o surgimento da força mais poderosa do universo na internet…

O surgimento da empatia

Se esse empresário, empreendedor, curioso, guerreiro, sobrevivente olhar para trás ele perceberá um oceano de empresas mortas. Páginas que nunca deram sucesso e que se contentaram com o número de seguidores comprados. Posts que não movimentam uma alma sequer e um ritmo de alimentação dessas mesmas páginas em um modo zumbi.

Perceberá também uma indústria enorme de quem pensa que entende, vende que entende e lucra com essa aparência de quem entende. De serviços que não prestam, profissionais que não prestam e gurus que não prestam. Que não há riqueza fácil e que a atenção das pessoas não é comprada com impulsos nem com frases da Clarice Lispector e uma imagem de praia paradisíaca.

 

Sounds legit!

Que fotos de profissionais de terno com os braços cruzados, meio que de ladinho, com pose vencedora e de personalidade causam o mesmo impacto que um espirro em um estádio lotado na final da libertadores. Que é tudo artificial, igualzinho, pasteurizado, tudo muito chato, muito bobo, sem gosto, sem cor, sem nada. Que esse é o resultado de um mau trabalho e o futuro da imensa maioria das tentativas de se fazer ouvir no Facebook.

Depois de perceber e observar tudo isso, ele descobrirá que há apenas uma alavanca para movimentar o planeta inteiro: a disrupção.

Que se ele quer cativar o seu público e aumentá-lo terá que fazê-lo de forma diferente, criativa, autoral, pessoal, direta, dirigida não a um número infinito de consumidores, mas a um número finito de pessoas.

E esse é o segredo de uma boa comunicação social: a compreensão de que essa enorme rede não é composta por números, consumidores, métricas nem curvas de aumento de seguidores, mas por um monte de gente. Gente diferente, cada uma com o seu jeito de enxergar o mundo e interagir com ele e com os outros. Que não será possível você pegar a todos com posts politicamente corretos e comprometidos; que você causará dor, causará descontentamento, mas que é justamente essa postura ativa, com personalidade, que juntará quem pensa igual a você naquele mesmo espaço.

Nesse ponto, se ele chegar até aqui, terá percebido o que quase nenhum empresário ou empreendedor do país compreende…

A diferença entre um profissional e um apaixonado

Terá percebido que há um universo e uma galáxia de diferença entre um simples prestador de serviços digitais e um verdadeiro apaixonado. Encontrará gente que gosta de verdade disso daqui e busca entender o seu público, funcionamento, a cabeça das pessoas e como tudo isso funciona sem parar nem dar nenhum pau. As vezes dá, mas faz parte…

Você pode estar se perguntando o que aconteceu naquela reunião de ontem que me motivou a escrever tudo isso, não é? Bom, naquela noite de ontem eu ouvi de um prospect que o layout do seu site não importava tanto assim, porque era apenas institucional e não uma plataforma ou algo que demandava a experiência de uso por parte do cliente.

AUTOR: Ícaro

5 perguntas imprescindíveis para um bom briefing

Um bom briefing é essencial para a elaboração de qualquer trabalho. Quando estamos falando da identidade de uma marca então, o essencial pode até ser pouco (se isso fosse possível).

Fazendo as perguntas certas ao seu cliente você irá poupar muito tempo de pesquisa e refação, porque você vai direto ao ponto, direto ao que o cliente espera.

Por isso separamos 5 perguntas básicas que você pode desmembrar em outras perguntas que forem cabíveis à empresa na qual está propondo o serviço.

Com essas perguntas, você mesmo já consegue preencher o briefing inicial.

O quê?

Caso seja um trabalho novo, é nesse momento que você faz perguntas como “Quais são as peças a serem criadas?“, “A impressão deverá ser incluída no orçamento?“, entre outras.

Aproveite aqui para vender o seu peixe e falar ao cliente tudo o que poderia ser agregado ao serviço, como por exemplo o logo, manual de identidade, cartão de visita, flyers, pasta, envelope, site, assinatura de e-mail e o que mais for sua especialidade.

Por quê?

A principal pergunta que você pode tirar dessa pergunta chave é “Qual é o objetivo do seu projeto?“.

Isso pode mudar totalmente seu pensamento em relação a criação dessa marca, porque ele pode estar te contratando para fazer um redesign de uma marca já existente ou querendo criar uma nova.

Se for um redesign, você não pode deixar de conhecer a marca antiga e o que fez ele ter escolhido aquela marca. Ainda na questão de redesign, você precisaria perguntar “Por que está querendo mudar sua marca?“.

Se for uma marca nova, não deixe de saber o máximo da empresa dele, com perguntas como “Me conte mais da sua empresa“, “Fale sobre seu negócio“, “Existe um slogan?“, entre outras coisas que mudam completamente o visual da marca.

Como?

Esse momento você precisa entender como ele quer essa marca e fazer um benchmarking. “Existe um estilo que deseja seguir?“, “Quais são suas marcas de referência?“, “Quais cores você não quer utilizar?“.

Esse último é importante porque apesar de você saber que uma determinada cor terá um impacto positivo na marca dele, ele pode ter algum problema pessoal com aquela cor e não aceitá-la de jeito nenhum.

As marcas de referência determinam não só o estilo visual, mas também o público que ele gostaria de atingir e a experiência que ele quer transmitir aos seus clientes.

Onde?

Aproveite aqui para perguntar “Para quem e onde essa peça será veiculada?“.

Isso altera drasticamente as cores e o estilo de sua criação, se será voltado a um público infantil, para um público de poder aquisitivo maior ou menor, etc.

Quando?

“Qual é o prazo de entrega?“. Resposta como “para ontem” não contam. O prazo influencia totalmente no valor do projeto, porque se você tem um prazo maior, você poderá fazer com mais calma, poderá trabalhar em outros projetos simultaneamente e isso pode te dar uma margem para negociação.

A pergunta “Qual é o seu budget?” divide opiniões, pois algumas empresas consideram isso agressivo, então sinta isso do seu cliente antes de perguntar, mas não deixa de ser importante até mesmo como um filtro de clientes, pois muitos desvalorizam o trabalho e você poderá descartá-lo nesse primeiro contato ou tentar convencê-lo que as coisas não são bem assim como ele imagina.

Lembrando que essas cinco perguntas chaves são para ajudá-lo a montar suas perguntas “oficiais”, como viram na explicação de cada uma.

Portanto, não perca tempo. Seja objetivo e evite desgastes com seus clientes.

Imagens do posts via shutterstock
AUTOR: Julian Nunes
Designer e professor nas áreas de computação e editoração gráfica e também apaixonado por cinema, animação, motion e flertando com fotografia.

 

Proposta de valor: O que é e porque você precisa ter uma

Quem aqui já participou de uma entrevista de emprego? Acredito que todo mundo já teve essa experiência e lembra o quanto foi difícil o momento de falar sobre si mesmo. Você precisou mostrar seus pontos positivos, conhecimentos e habilidades para o recrutador e convencê-lo que você é melhor que qualquer outro candidato a vaga e isso, em um curto espaço de tempo. Grande desafio, né? Uma marca também precisa mostrar para seus consumidores porque ela é a melhor e como seu produto vai transformar sua vida. Isso tem nome e se chama proposta de valor! Hoje você vai aprender o que significa, porque ela é tão importante para seu negócio e como construir a sua. Tudo pronto? Vamos lá!

O coração do seu negócio

Para Philip Kotler, um dos grandes nomes da administração e do marketing, a marca deve esclarecer sua essência para o consumidor e mostrar seu coração. Parece simples, mas tem muitos detalhes que você precisa definir ao construir sua proposta de valor. Em primeiro lugar, ela deve entregar benefícios e facilidades que farão a pena o cliente pagar pelo seu produto. Pense rapidamente em quantos desses benefícios você pode citar e faça uma pequena lista, com pelo menos 5 itens, respondendo com sinceridade: você compraria seu produto com base nos benefícios oferecidos? Nesse momento, é legal entender que você não vende um produto, mas sim uma solução. E que você não vende preço, vende valor.

Repita o mantra

Para capturar a essência do seu negócio, Kotler ensina um método bastante eficaz que grandes marcas, como Disney e Nike utilizaram na hora de formar sua proposta de valor.

  • Crie uma frase curta, com no máximo 5 palavras, que resuma o que sua marca faz e porque ela existe no mundo.

A frase da Disney, por exemplo, é “entretenimento de diversão familiar”. A partir dela, o slogan “onde seus sonhos se tornam realidade” foi criado. A da Nike é a seguinte: “autêntico desempenho atlético”, e o slogan é “just do it”. Só para esclarecimento, o slogan é a parte criativa da coisa toda. O mantra é a parte prática e racional, ok? Kotler chamou esse método de mantra de uma marca, é tipo aqueles mantras que algumas práticas religiosas utilizam, onde você conduz sua mente por um caminho, repetindo uma frase até que ela se torne verdade. Para projetar seu mantra, anote essas algumas dicas:

  • Comunique a categoria ou o segmento do seu negócio. No caso da Disney, foi com a palavra “entretenimento” e o da Nike foi “atlético”.
  • Seja simples e direto. A frase não precisa ficar bonita, apenas eficiente e clara.
  • O mantra também precisa ser relevante para a equipe que trabalha na empresa, afinal eles também são seu público e podem defender sua marca e espalhar mensagens positivas sobre ela para as pessoas ao redor.

Defina seu posicionamento

Posicionamento de mercado é o lugar que você ocupa na mente do consumidor. E tenho certeza que seu negócio quer estar no lugar mais top, para que o cliente sempre compre de você. Para definir o seu, a gente tem um artigo bem completo sobre posicionamento aqui na MOT, vale a pena conferir! É importante eu avisar você de uma coisa agora: para ocupar esse lugar tão precioso na mente do seu consumidor, é preciso deixar a ansiedade um pouquinho de lado. Respire fundo 3 vezes e prossiga com a leitura. ? Uma marca precisa de espaço para crescer e melhorar. Não foi do dia para a noite que o Google se tornou o que ele é hoje, certo? Por isso, é bom você ter um norte para saber quais caminhos seguir e ter autonomia para fazer escolhas. É aquela velha história: não adianta remar se você não sabe para onde ir, porque a probabilidade de você se esforçar à toa vai ser muito grande. É legal você praticar um pequeno exercício de planejamento e dar atenção para o seu antes e depois. Vou explicar:

  • Em um pedaço de papel, faça duas colunas: a da esquerda é “onde estou” e a da direita é “onde quero estar”.

  • Escreva na coluna da esquerda tudo sobre o momento que você se encontra. Pode citar o nível financeiro, o tamanho da equipe, a estrutura, os processos, clientes, mercado, dificuldades, pontos fortes, etc.
  • Depois, liste na coluna da direita para onde você gostaria de ir. De repente você quer conquistar mais clientes, aumentar sua receita em 70%, contratar mais pessoas, alinhar processos, se tornar referência no mercado, etc.

Pronto, agora você já tem pelo menos um esboço de possíveis caminhos e já não vai mais remar para qualquer lugar. Você sabe para onde quer ir, só precisa entender como chegar lá!

Quem são seus concorrentes?

Ficar de olho na concorrência faz parte do jogo. Veja a sua concorrência como um professor: é com ela que você vai aprender mais sobre seu segmento, coisas que funcionam e fracassam e eventualmente, você vai acabar fazendo tudo melhor. Para analisar quem é sua concorrência, é importante você definir a natureza dela. Nesse caso, você também tem escolhas e não precisa ir na onda do mercado. Por exemplo, tem empresas que escolhem nichos de mercado específicos para atender. Elas observam que uma comunidade não está sendo atendida, ou está sendo mal atendida por outra marca, e aproveitam a oportunidade para se inserirem nesse mercado. Tome cuidado com os produtos considerados substitutos próximos do seu produto. Por exemplo, O Itaú e o Santander oferecem praticamente os mesmos serviços e satisfazem as mesmas necessidades dos clientes. Mas nem sempre precisa ser assim. Seth Godin, autor de vários livros sobre negócios, acredita que o mundo está cheio de opções e que as pessoas têm pouco tempo para consumir tudo, por isso, elas ignoram tudo aquilo que não interessa. Uma marca precisa se destacar nesse ciclo e se tornar a vaca roxa. Seth explica que, se você está andando de carro por uma estrada e vê algumas vacas no pasto, dificilmente vai chamar sua atenção, afinal as vacas são iguais, e você vai cansar de ver tanta vaca igual. Mas imagine se no meio delas, aparece uma vaca roxa? Despertaria muito mais curiosidade e você provavelmente pararia o carro para tirar uma selfie com a vaca diferentona. ? Se você tiver interesse, assista a palestra completa do Seth Godin e aprenda como espalhar ideias e atingir mais pessoas. Também existe o livro dele sobre o assunto, chamado “A Vaca Roxa”.

Canvas de proposta de valor

Um canvas é uma ferramenta de planejamento estratégico e que permite você mapear quem é seu cliente, assim você pode criar produtos que entreguem valor para ele e que se conectem com seus desejos e necessidades. O Canvas aborda 3 tópicos:

  • Dores: quais são os problemas do seu cliente, o que tira o sono dele.
  • Ganhos: o que ele vai ganhar quando sua marca resolver seu problema. Para facilitar, faça a seguinte pergunta: o que tornaria a vida do seu cliente mais fácil?
  • Tarefas do cliente: tarefas que a sua empresa faz para ajudar seu cliente a realizar um desejo.
    Liste todos os itens que você lembrar em cada um desses tópicos e depois você vai pensar no seguinte:
  • Quais produtos ajudam a resolver o problema do seu cliente?
  • Como esses produtos ajudam a resolver o problema e aliviar suas dores?

Não existe uma versão final do seu Canvas, ele é dinâmico e vai mudar várias vezes conforme seu negócio for evoluindo. Por isso, a dica é utilizar post its e colar nas seções, assim fica fácil remover algum item ou colocar um novo.

5 Dicas finais

Para fechar o assunto, vou dar mais algumas dicas rápidas para você finalizar a criação da sua proposta de valor.

1. Seja claro: um consumidor não vai comprar de você se ele não entender exatamente o que você faz. Por isso, pense simples e lembre da história do elevador. Quando você vai em uma reunião com um cliente para apresentar sua empresa, você vai contar tudo que faz, certo?

  • Quando seu cliente deixa o local da reunião, ele vai para outros lugares e provavelmente vai encontrar pessoas no caminho que vão perguntar “como foi a reunião? O que aquele cara oferecia?” E o cliente precisa resumir tudo que você falou que fazia em uma conversa de menos de 3 minutos.
  • Pense em como você gostaria que essa conversa fosse e como você gostaria de ser lembrado pelas pessoas.

2. Seja direto: não dê voltas com o cliente e não use o método “enrolation”. É provável que seu cliente perceba que está sendo enrolado e vai perder o interesse na hora. Então, resuma o que você traz de positivo para a vida dele e explique seus principais benefícios.

3. Tenha diferenciais: pense o que diferencia você dos concorrentes. Vocês jamais vão ser gêmeos de mercado, alguma coisa diferente sua empresa vai oferecer. Um conselho é estudar bem a concorrência, identificando seus pontos fracos. Reverta isso, fazendo desses pontos fracos os seus pontos fortes!

4. Faça pós-venda: crie um relacionamento construtivo e duradouro com seus clientes atuais, porque eles valem muito à pena para você manter por perto. Conquistar novos clientes exige esforço e investimento altos.

5. Entenda seu público: parece meio óbvio, mas acredito que vale lembrar que seu público precisa ser entendido. Você tem que entender seus hábitos de consumo, como eles tomam suas decisões de compra, quais são suas necessidades e seus problemas.

A proposta de valor é muito mais que um documento escrito em algum lugar. Ela é quem vai nortear sua empresa por diversos caminhos e fazer você acertar o alvo com tranquilidade. Além disso, você vai poder oferecer uma experiência memorável para seus clientes e transformar a vida deles de uma forma positiva! Dúvidas, sugestões e angústias, por favor fique à vontade para compartilhar conosco. ?

FONTE: MOTDigital