Como criar uma campanha de vendas através do WhatsApp

Uma vez que já exista um relacionamento através do whatsapp, seja com seus clientes como também com seus prospectos, é hora de iniciar campanhas com objetivo de conseguir resultados mais efetivos, focado em vendas. Caso ainda não tenha iniciado esse relacionamento, confira nosso artigo onde oferecemos 7 dicas essenciais para iniciar esse trabalho de vendas através do whastapp.
Será necessário muita criatividade para desenvolver uma ou mais campanhas de divulgação do portfólio de produtos e ou promoções dos mesmos. Vale ressaltar que é fundamental que o seu negócio ofereça as condições necessárias para essas campanhas, como material gráfico dos produtos, preços promocionais, lançamentos de novidades, entre outras possibilidades. Caso seu negócio não ofereça alguns destes de recursos, o trabalho e será ainda maior exigindo ainda mais criatividade e disposição, pois tudo deverá ser criado praticamente do zero.
Essas campanhas devem fazer parte de um planejamento de marketing que deve ser elaborado previamente, de forma que se tenha objetivos claros com as definições das metas que se deseja alcançar. Para isso vamos entender melhor o que é uma campanha de marketing.

O que é uma campanha de marketing?

A campanha de marketing é todo o planejamento feito para se alcançar determinados objetivos traçados pela empresa. Como consequência tendem a aumentar as vendas e a visibilidade da empresa e sua marca.
Para planejar uma campanha o primeiro passo é traçar os objetivos que sua empresa pretende alcançar. Após deixar claro seus interesses, confira alguns passos importantes para se fazer um bom planejamento na sua campanha de marketing:

  • Saiba quem são seus clientes e faça ações focadas. Uma campanha que sabe o alvo a ser atingido, tende a ter melhores resultados;
  • Conheça seus concorrentes e as dificuldades do mercado. Assim conseguirá traçar o melhor caminho para o sucesso;
  • Estude como está o mercado do qual faz parte e saiba as táticas de seus concorrentes;
  • Pense em como seus produtos e/ou serviços serão vistos pelos seus clientes;

Como planejar uma campanha de marketing?

Para desenvolver uma campanha de marketing a criatividade é um dos pontos que devem ser explorados ao máximo. Para isso é importante conhecer o dia a dia da empresa, como é o relacionamento entre os vendedores e os clientes e as dificuldades rotineiras.
Confira três dicas para se começar um processo criativo de uma campanha de marketing:

  • Mergulhe de cabeça nas ideias e não se autocensure. Essa é uma etapa para se pensar e analisar todas as possibilidades;
  • Tenha calma! Uma ideia boa pode demorar para surgir;
  • O ambiente pode influenciar na sua criatividade. Então as vezes faz bem mudar de ares;
  • Lembre-se! Não desista caso as primeiras tentativas não tenham dado resultado. O segredo do sucesso também está em persistir e insistir.

Lição de casa

Elabore uma relação com todas as ideias que conseguir, seguindo as orientações acima (Não seja tímido e coloque no papel tudo que passar pela sua cabeça). Estabeleça, mesmo que de forma primária, quais são os objetivos e resultados que deseja alcançar com as campanhas;

Apenas com esse material em mãos é que será possível continuar o trabalho, pois é a partir dele que vamos definir as ações que darão inicio as campanhas de whatsapp marketing.

Segue abaixo algumas dicas de campanhas que podem criar:

  • Divulgar promoções;
  • Oferecer descontos especiais através de cupom de desconto;
  • Divulgar o lançamento de um novo produto;
  • Divulgar tabelas de preços promocionais;
  • Divulgar produtos em geral;
  • Enviar mensagens especiais em datas comemorativas;
  • Realização de promoções e ações focadas nas datas comemorativas;
  • Oferecer vantagens e benefícios para os clientes mais ativos.

Necessidades para criação e execução de sua campanha de WhatsApp Marketing

Aplicativos para edição de imagens

Nessa fase será necessário saber manusear de forma adequada as ferramentas de envio de fotos e vídeos que o whatsapp oferece. Também será essencial conhecer e utilizar alguns aplicativos para tratamento e edição de imagens, pois é muito mais fácil e prático realizar tudo através do seu dispositivo móvel, seja ele celular ou tablet. A ideia aqui é que qualquer um, seja o gerente ou até mesmo os vendedores, possam criar imagens e ou vídeos para enviar para os seus clientes. Caso sua empresa ou seus fornecedores já possuam material gráfico disponível, basta salvar esse materiais na biblioteca (Galeria) de seu dispositivo para utilização nas campanhas.

Um aplicativo que utilizo para criar minhas imagens de uma forma rápida e simples é o aplicativo PicLab. Com ele você consegue adicionar filtros, texturas, bordas, tipografia e por aí vai. Quem define o limite da edição é a sua criatividade. São mais de 150 sobreposições, mais de 20 filtros e muito mais.

O PicLab possui uma interface simples e sem complicações. É instintiva a forma como você irá mexer nele. Ao iniciar o app, ele abre direto no modo câmera, porém você também pode acessar as fotos da sua galeria. A partir daí é só seguir com sua edição, adicionando na foto o que você deseja. Ele é um aplicativo preemium. Algumas funções já vem habilitadas, porém se você quiser mais fontes para os textos, mais efeitos, mais texturas você precisará desbloquear pagando.

Para baixar esse aplicativo basta pesquisar por piclab na Play Store ou na Apple Store. Existem diversos outros aplicativos para criar, editar, formatar e tratar imagens.

Exemplo de Campanha

Agora que já sabemos a importância de criar e planejar uma campanha de whatsapp marketing, bem como utilizar as ferramentas adequadas para criar e compartilhar essa campanha através do seu dispositivo móvel, vamos simular uma campanha para que fique bem claro como funciona todas as etapas dessa fase. Vale ressaltar que essa campanha é apenas uma simulação.

1. Passo: Qual o objetivo da campanha

Nosso objetivo nessa campanha será a venda do Kit Mega Massa Anti-Queda Desalfy Hair para no mínimo 30% da lista de contatos com relacionamento ativo da nossa lista do whatsapp.

Procurei criar um objetivo simples e com meta definida. É muito importante definir uma meta nesta fase, pois dessa forma é possível mensurar os resultados ao final da campanha.

Dica#1: Seja otimista na definição das metas e não exite em pensar grande.

Se você traçar metas absurdamente altas e falhar, seu fracasso será muito melhor que o sucesso de todos – James Cameron, cineasta

2. Passo: Planejamento da Campanha

O Planejamento da campanha compreende a forma como ela será executada visando alcançar os resultados desejados. Para isso vou descrever um checklist com todas as ações necessárias que devem ser executadas:

  • Criação de um cupom promocional do Kit Mega Massa Anti-Queda Desalfy Hair, oferecendo um desconto de 10% (não sei exatamente a sua margem de lucro e se é possível oferecer um desconto desta proporção, mas vale lembrar que essa campanha é apenas um exemplo).

Dica#2: Gatilho Mental de Ancoragem de preço: Uma estratégia interessante nestes casos é mostrar o preço antigo em comparação com o preço que está oferecendo através do cupom, ex: De R$99,90 por R$89,90.

  • Salve uma imagem do Kit Mega Massa Anti-Queda Desalfy Hair em seu dispositivo móvel;
  • Abra essa imagem no app Piclab ou no seu aplicativo de edição de imagens favorito;
  • Insira em destaque o % de desconto e também a ancoragem de preço;
  • Salve em sua galeria.

O Resultado final deve ser algo parecido com isso:

É possível inserir molduras ou até mesmo trabalhar filtros na imagem. Quanto mais profissional a imagem melhor. Por isso eu recomendo sempre muito cuidado nessa etapa. Caso tenha alguma dificuldade em produzir tais imagens, contrate um designer gráfico para auxiliar na produção deste material, ou até mesmo utilize as imagens e materiais que os fornecedores produzem.

3. Passo: Organização dos contatos para envio da campanha

Com base no histórico de relacionamento já iniciado com seus clientes e prospectos, selecione aqueles contatos que foram recíprocos ao atendimento via whatsapp e principalmente aqueles que afirmaram salvar o seu contato na agenda. Para isso recorra a planilha na qual está controlando o relacionamento com os clientes.

4. Passo: Escolha uma data e um horário ideal para enviar a campanha

Com base no conhecimento do seu mercado dos profissionais desse ramo, escolha a melhor data (dia da semana) e o melhor horário para envio da campanha. Evite enviar a campanha fora do horário comercial. Defina tamném um prazo de validade para a promoção.

5. Passo: Escolha uma frase para acompanhar a imagem da campanha

A frase que acompanha o imagem da campanha deve despertar ainda mais a vontade do cliente para comprar seu produto. Deve ser curta, simples e direta. Segue abaixo uma proposta:

  • Kit Mega Massa Anti-Queda Desalfy Hair – Os 10 primeiros clientes que comprarem esse fantástico Kit ganharão 10% de desconto. Promoção válida por 24h.

Dica#3: Nesse caso utilizei um outro gatilho mental, conhecido com “escassez”. Quando falo que apenas os 10 primeiros ganharão, isso pode despertar no cliente uma preocupação em perder a promoção e logo já efetivar o pedido de compra. Vale ressaltar que essa é apenas uma estratégia interna da sua empresa.
Dificilmente os clientes saberão que você tem mais de 10 kits para vender. Porém é importante ressaltar que se tenha bom senso na utilização dessa estratégia.

6. Passo: Envio da campanha

É chegada a hora de executar a campanha. Depois de planejadas todas as etapas acima descritas, agora é a hora de enviar as mensagens para seus clientes na data e horário planejados. Existem duas maneiras de enviar a campanha:

  1. Enviar individualmente;
  2. Enviar através de uma lista de transmissão.

É claro que a segunda opção é a mais prática, pois você economiza muito tempo enviando uma única mensagem para todos os contatos selecionados. Único detalhe é que esse recurso só funciona quando o seu número de telefone está salvo na agenda dos contatos que vamos abordar. Se você cumpriu com todas as etapas de relacionamento conforme indicado em nosso artigo com as 7 dicas essenciais para fazer negócio através do whastapp isso não será um problema. Para enviar a campanha utilizando a lista de transmissão siga os passos do artigo como criar e administrar um lista de transmissão no whatsapp.

Caso queira enviar a campanha para aqueles contatos que você não tem certeza que o seu contato foi salvo, utilize a opção de enviar individualmente.

7. Passo: Follow-up da campanha

Após o envio da mensagem da campanha, no menu lista de transmissão ficará registrado o nome da lista na qual a mensagem foi enviada. É possível acompanhar todos os dados da campanha, como quem já recebeu, que leu e quem ainda não leu a campanha. Também é possível editar a lista, alterando o seu nome ou até mesmo inserindo novos contatos.

As mensagens são entregues individualmente aos contatos da lista de transmissão, sem revelar os destinatários. As respostas de cada cliente estarão disponíveis em conversas individuais. Responda a cada dúvida que surgir ou até mesmo negocie com cliente caso ele mostre interesse mais ainda queira negociar mais descontos para uma quantidade maior ou até mesmo queira outros produtos.

No caso dos clientes que não responderem, certifique-se daqueles que leram mas não demonstraram interesse e, quando se aproximar o término do promoção, envie mais uma mensagem perguntando se realmente eles não querem aproveitar o cupom de desconto. Já para os clientes que não leram a tempo ou até mesmo não receberam a mensagem, a proposta é não insistir para manter a política de marketing permissivo e respeitoso.

Ao final do prazo da promoção faça uma avaliação do resultado da campanha, contabilizando todas as vendas e verificando se atingiu ou não a meta. Anote esses dados em uma nova coluna especifica desta campanha em sua planilha. Com isso será possível qualificar ainda mais sua lista de contatos, destacando os clientes ativos que compram mais, os ativos que compram menos ou até mesmo os inativos. Para cada campanha crie uma nova coluna em sua planilha. Futuramente será necessário criar uma segunda lista separando os ativos dos inativos, de forma a criar campanhas específicas para cada perfil de cliente.

FONTE: http://vidamaisfacil.com.br
AUTOR: Thiago Sanches

Marketing interno e endomarketing: o engajamento começa internamente

Existe uma máxima dentro do meio empresarial que diz “O bem mais valioso de uma empresa são as pessoas” e ninguém dúvida disso. Ter uma ideia genial, estrutura técnica, investimento são elementos de um negócio, mas, sem uma equipe bem estruturada, motivada e que acredita no ideal da empresa todos esses elementos não serão suficientes para o sucesso da empresa.

Mas, avaliando o cenário interno, como é possível motivar o seu colaborador a comprar a ideia de produto ou serviço e torna-lo engajado com a sua empresa? É ai que o marketing interno e o endomarketing possuem um papel crucial.

Diferenças entre o endomarketing e marketing interno

O marketing interno e o endomarketing são ferramentas da comunicação organizacional, porém, existem diferenças entre elas.

Como o nome sugere, o endomarketing é o marketing voltado para dentro da empresa. Basicamente, o endomarketing se utiliza de técnicas e estratégias do marketing tradicional e aplica ações utilizadas no mercado externo, só que voltado para seus funcionários.

O que a empresa ganha com isso? Tudo! Um funcionário engajado que veste a camisa da empresa, acredita nos objetivos definidos e se sente completamente incluído nos propósitos dela. Imagine o impacto positivo de um funcionário motivado em comparativo a um funcionário que está ali apenas pelo salário? ?

Mas, se o endomarketing é basicamente o marketing aplicado dentro da empresa, o marketing interno é o que? É a forma que a empresa encontra para se comunicar com seu funcionário e desenvolver um relacionamento interpessoal com o mesmo.

Se no endomarketing o funcionário é visto do ponto de vista do cliente, no marketing interno a empresa tem como objetivo transforma-lo em colaborador. Pela comunicação interna e troca de informações, é possível adquirir feedbacks e envolver os colaboradores em etapas de testes de produtos e serviços e aperfeiçoa-los antes mesmo do seu lançamento, por exemplo. O marketing interno também permite um relacionamento mais próximo entre colaborador e gerência.

Diferenças à parte, objetivos em comum

Um funcionário satisfeito, que acredita na filosofia da empresa, com certeza trabalhará com muito mais afinco, e esse é o objetivo das ações de endomarketing e marketing interno: Proporcionar um ambiente empresarial que encoraje seus funcionários a darem o melhor em questão de produtividade e compromisso com a empresa. Seja do viés de cliente interno ou colaborador, ambas as ações trarão benefícios para os dois lados.

Qualquer negócio seja de pequeno, médio ou grande porte, podem aplicar ações de endomarketing e marketing interno, basta adapta-las de acordo com a cultura da empresa, os resultados com certeza serão satisfatórios. Vale o teste!

FONTE: blog.vhsys.com.br

Porque a sua empresa é invisível no Facebook

Não adianta, o kit media social vendido por um precinho incrível não presta!

Quem aqui não conhece muito bem essa história? É sempre a mesma: você possui um negócio e percebe que está atrás da concorrência. A sua empresa está desacelerando e você conclui que o motivo disso é a falta de investimento em marketing. Vai até um agência de esquina, que lhe dá o parecer por um precinho camarada: “Ah, certamente é porque você não está no Facebook! Todos estão! Todos precisam estar! Por alguns trocados eu resolvo isso para você!”.

Eu não estava me preparando para escrever sobre isso. Na verdade, o texto que havia pensado era completamente diferente. Não vou adiantar o tema, mas uma reunião com um cliente — ontem — me fez mudar de ideia. Pensei: “Não é possível que isso ainda aconteça em 2015!”. O que aconteceu? Ah, você já sabe; é quase sempre a mesma coisa.
Me diga, você lembra do final dos anos noventa? Eu tive acesso à internet em casa pela primeira vez em 1998. Eram aquelas discadas do tipo que você instalava por meio de um CD do discador UOL com 20 horas de acesso gratuito, que vinha com um chimpanzé na capa, vestindo uma camiseta de algodão da marca. Conectar? Só depois da meia noite, desde que não fique até muito tarde, porque tem escola. Sábado e domingo eram liberados. Se não me engano, sábado era só depois do almoço…enfim.
Naquela época eram apenas as grandes empresas que tinham dinheiro e interesse em construírem sites na internet. Os serviços eram caros, difíceis, demorados e estressantes; faltava mão de obra e todo tipo de tentativa era mais ou menos uma espécie de alquimia. Bom, mais de quinze anos se passaram e a alquimia persiste, por incrível que pareça.
Tudo começou quando o Google decidiu que organizaria quase toda a informação do mundo. Que ranquearia por interesse, qualidade, responsividade, conteúdo útil e uma pancada de detalhes de SEO que não cabe aqui nesse texto detalhar. Mas, até então, tudo bem. A internet, como negócio, era habitada por dois tipos de pessoas, ainda: Os nerds e curiosos esquisitões e os homens endinheirados. Eis que tudo mudou…

O surgimento do Orkut

Quando a primeira rede social de peso aparece aqui na internet, as pessoas mudam completamente o seu perfil de navegação. Se antes dividiam o seu tempo em múltiplos portais — cada vez maiores, com cada vez mais notícias, cada vez mais difíceis de serem encontradas, em uma barra de menu cada vez mais extensa — agora elas passavam até setenta por cento do seu tempo conectadas em um único local, onde compartilhavam o que gostavam, inclusive aqueles GIF’s animados de cachorrinho segurando um coração escrito: “O amor da vovó”.
Ainda que todos estivessem aderindo à navegação por muitas horas seguidas, ainda não existia esse fenômeno mobile e as empresas ainda continuavam, em sua imensa maioria, apenas com aquele site institucional com a mesma barra de menu para todos: quem somos, a nossa equipe, a nossa empresa, fale conosco e aquele monte de imagens copiadas diretamente do cadê. Pois é, naquela época a maioria ainda usava o cadê.

Eis que tudo mudou, novamente…

O surgimento do Facebook

O Brasil sempre aceitou muito bem toda e qualquer novidade tecnológica que envolva atividade social. Conversar, compartilhar, mostrar as fotos, aquele prato de comida japonesa e as garrafas de red label com tags: “iniciando os trabalhos” sempre se encaixaram muito bem com o perfil do nosso povo. Somos comunicadores, expansivos e adoramos isso. Quando o Facebook aparece, cai como uma luva em terras tupiniquins. Era perfeito! Poderíamos mandar bom dia e boa noite para todas as pessoas da nossa lista e mostrarmos o que estávamos fazendo, comprando e para onde iríamos viajar de uma única vez. Ele ainda lembrava os aniversários da família e não precisávamos mais ligar para aquela nossa prima para dizer “meus parabéns!”. Era horrível quando a nossa mãe ligava e passava o telefone: “Dê parabéns para a sua prima!” e você não sabia direito como começar e encerrar aquela conversa. Mas, até ai tudo bem.
Conforme a cultura de comunidades, herança do antigo Orkut, cai por terra e é substituída por uma dinâmica de páginas, que são curtidas e invadem a sua linha do tempo a cada nova postagem, “especialistas digitais” começaram a aparecer em programas matinais e vespertinos, dizendo: “Se a sua empresa não está no Facebook, você está ficando para trás!”. Um universo de empresários e empreendedores que sempre se deram muito bem com a cultura local e com seus clientes de bairro se viram pressionados pelos programas da tarde e jornais de domingo, que lhe diziam: “Faça uma página no Facebook! Faça uma fan-page!”.

O argumento era sempre o mesmo: quem não está na rede social mais famosa do mundo, morreu para o cliente. Você precisa estar lá, adicionar o seu número de telefone e taguear o seu site na área “sobre”, mesmo que você seja um sapateiro que atende apenas ao seu bairro.

Os sobrinhos nunca trabalharam tanto. Da mesma maneira que um tsunami de garotas que gostavam de passar maquiagem no rosto se tornaram vlogueiras e blogueiras, quem tinha um gato e passava mais de oito horas conectado nas diversas redes sociais se tornou um analista de redes sociais. Assim mesmo, do nada. Você sabia o nome de seis ou sete delas? Tudo bem! Pode por esse crachá no peito que o serviço é seu!
Agências de esquina nasceram com quatro ou cinco amigos, que se diziam especialistas. Um cuidava no “face” outro daquelas página em temas de WP e os outros iam para a rua buscar clientes. A estratégia?

A ameaça da invisibilidade

O plano era simples, fácil e de execução tranquila. Bastava entrar em um comércio segurando uma pastinha e com um tablet embaixo do braço e dizer: “Sou da comunicação e preciso falar com o responsável”. Uma vez que fosse atendido, o repertório era sempre o mesmo.

“Olha, eu represento essa agência de marketing digital. Fazemos todo tipo de site e em uma busca rápida pela internet percebemos que você não tem uma comunidade no Facebook. Você sabia que está perdendo muito dinheiro? Precisamos agir agora! Não podemos perder mais tempo!”.

O serviço era rápido e fácil. Quase ninguém tinha uma página institucional e por isso mesmo o oceano era cheio de peixes; dava para todo mundo fazer um dinheirinho rápido e honesto. Os que aderiam à moda, replicavam aos amigos: “Ah, agora a sapataria do Salomão possui uma página no face! Você não tem uma, João açogueiro? Está perdendo dinheiro, viu?! Olha, não é por nada não, mas fale com esse garoto daqui; ele é ótimo e o preço é baratinho”. E a corrente aumentava…

Afinal de contas: qual o problema nisso tudo?

Não há problema algum. Esse é o mercado e eu sou um defensor fiel de que todo prestador de serviço tem o cliente que merece e vice versa. Para cada bolso e cada objetivo há um profissional pronto para atendê-lo. Entretanto, o conteúdo do texto de hoje é o porque da sua empresa ser invisível do no Facebook. E agora vão alguns motivos para isso.

O mais importante deles: O Facebook é apenas uma ferramenta meio. Não adianta você levantar uma página e escolher uma boa foto de capa — não aquela JPG estendida no paint, selecionando, segurando na pontinha e aumentando — que tudo dará certo. Sem conteúdo de qualidade nada acontece. E isso nós remete diretamente ao que eu chamo de…

A síndrome da fan-page BOT

O que é isso? Qualquer pessoa que tenha jogado CS 1.5 quando era adolescente — alguns até hoje — sabe o que eram BOTS. Estou utilizando esse jogo como exemplo apenas porque era um dos mais conhecidos, mas quase todo jogo possui essa engenhoca. São oponentes comandados por inteligências artificiais, que acabam não sendo tão inteligentes assim. Antigamente, ficavam presos na porta, atiravam no céu e ficavam pulando, repetidas vezes, para tentar subir em uma caixa muito mais alta do que o próprio boneco.

Não importa qual era o jogo: os bots costumavam ser igualmente burros.

E é assim que a maioria das páginas institucionais se comporta, no Facebook. A estratégia é quase sempre a mesma:

Crie uma página, coloque uma foto de capa e bote o link do seu site, que não é alimentado há uns cinco ou seis anos. Pronto, agora você está no mundo digital! Compartilhe todos os dias os posts das mesmas páginas famosas tipo Exame e Folha de São Paulo, geralmente com uma linha de comentário do tipo: “Gostei!”, “Muito legal!”, “Vale a pena compartilhar!”, “Interessante!”.

A página adquire o gosto de requeijão diet. Não, não do light, do diet mesmo! Não tem personalidade, não tem sequer um sinal de fumaça de criação própria. Você só copia, só compartilha e age como a sua tia fazia no Orkut. Você se tornou aquele seu parente velho e sem graça!
A fan-page se tornou igual a tantas outras. E o reflexo disso é um número de likes baixíssimo. Eis que o empresário, confuso, retorna até o garoto da agência e diz: “Isso não está funcionado! Cadê o vulcão de clientes que você me prometeu?” e a resposta é fantasticamente simples: “É que precisamos fazer uma campanha de likes!”.
Cinquenta reais por semana são adicionados em campanhas de impulso. O garoto alimenta, o Facebook embolsa a grana e lhe dá alguns likes sem esforço algum, e em dois meses a página cresce 200%. O empresário fica feliz, diz que o garoto é um gênio criativo e pede para aumentar o valor. Eis que chegamos no tipo de página que eu chamo de…

A página cidade fantasma

Ela é o que mais vemos por ai. São páginas com 50, 60, 100 mil likes e que, quando postam alguma coisa, geralmente daquele jeito que eu expliquei acima, tem incríveis 4 likes e 1 share. Geralmente quem compartilhou é o dono da página.

A página possui um número de seguidores de respeito, mas porque a interação é tão baixa? Porque eles foram todos comprados! Ninguém está nem ai para o que você faz e sequer sabem porque está lá. Você se surpreenderia com o número de pessoas que dão “like” em tudo que aparece. Curtem, curtem, curtem, mais ou menos como quando a sua mãe usa o seu navegador por cinco minutos e quando você volta ele está assim…

“Mãe, o que você fez?!”

95% das empresas se satisfaz nessa situação. Ao longo do tempo elas perceberam que o Facebook não traria tanto dinheiro e clientes assim para elas. Dai, desistem. “Bom, já paguei mesmo. Ao menos tenho uma página com cem mil seguidores”. Ou se enganam. Se foi algum gerente ou diretor que aprovou o projeto, deformam os números para o chefe e dizem: “Olha quantos seguidores nós temos! Quando nós postarmos uma novidade eles todos saberão!” e como a grande maioria das pessoas sequer sabe sobre a taxa de visualização da sua página, fica por isso mesmo.

Os 5% que restaram, ainda tentam compreender o porque depois de tantos meses e “tanto dinheiro” colocado, a rede social ainda não deu dinheiro e clientes. Voltam ao sobrinho, que mais uma vez tem a resposta…

É que falta um gestor de conteúdo para a sua página!

Grande parte dos sobrinhos viram isso em algum curso ou vídeo do youtube. Aprenderam que agora há uma nova função para eles. Além de criarem a fan-page e impulsionarem as campanhas de likes eles podem ganhar um dinheirinho extra todos os meses. Serão gestores de conteúdo!

Funciona mais ou menos assim: ao invés de você gastar o seu tempo e o seu dinheiro em post’s que não funcionarão, para seguidores que não terão o menor interesse na sua empresa, você passará a pagar alguém todos os meses para fazer isso por você.

Tá, não serei injusto, haverá um “trabalho de arte”. Abre-se o Photoshop — se for o PS mesmo você está até no lucro! — coloca-se um fundo em uma cor chamativa e uma frase de efeito é escrita em letras garrafais.

Um excelente trabalho feito por um sobrinho profissional!

Bom…essa é a realidade de nove em cada dez páginas do Facebook. São quase todas as mesmas, como um exército de japoneses em um metrô. Nesse ponto, 98% das empresas terão ficado para trás…terão desistido no meio do caminho, percebido que a rede social não é assim uma “máquina automática de imprimir dinheiro” e o foco já estará em um próximo santo graal.

Mas o ponto é: e os outros 2%? E quem continuar perseverando?

O “golden 2%” e as páginas que realmente fazem a diferença

Aqueles que persistem na busca pelo entendimento do que realmente importa para que o Facebook se torne uma ferramenta realmente útil para o seu negócio, acabarão encontrando uma pista. Cairão em algum site de quem realmente entende do que está falando ou verão algum vídeo ou lerão um artigo como esse e ficarão com a pulga atrás da orelha. Sentirão aquele cheiro de fumaça, que sobe atrás de uma montanha, denunciando que ali, distante, há alguma coisa para ser vista…

Esses curiosos, verdadeiros sobreviventes, acabarão conhecendo conceitos como a importância do conteúdo original, a linguagem personalizada, a frequência como os posts devem ser feitos e a redação publicitária autoral que causa a sensação de pertencimento. Aprenderão sobre o poder do nicho e como liderá-lo; verão nomes como Seth Godin e tantos outros atuais; quem sabe — quem sabe! — isso os levará até alguém que realmente saiba do assunto. Perceberão que a criação de uma personalidade atrativa e que impacte diretamente aos pertencentes da sua cauda longa é que possibilitará o surgimento da força mais poderosa do universo na internet…

O surgimento da empatia

Se esse empresário, empreendedor, curioso, guerreiro, sobrevivente olhar para trás ele perceberá um oceano de empresas mortas. Páginas que nunca deram sucesso e que se contentaram com o número de seguidores comprados. Posts que não movimentam uma alma sequer e um ritmo de alimentação dessas mesmas páginas em um modo zumbi.

Perceberá também uma indústria enorme de quem pensa que entende, vende que entende e lucra com essa aparência de quem entende. De serviços que não prestam, profissionais que não prestam e gurus que não prestam. Que não há riqueza fácil e que a atenção das pessoas não é comprada com impulsos nem com frases da Clarice Lispector e uma imagem de praia paradisíaca.

 

Sounds legit!

Que fotos de profissionais de terno com os braços cruzados, meio que de ladinho, com pose vencedora e de personalidade causam o mesmo impacto que um espirro em um estádio lotado na final da libertadores. Que é tudo artificial, igualzinho, pasteurizado, tudo muito chato, muito bobo, sem gosto, sem cor, sem nada. Que esse é o resultado de um mau trabalho e o futuro da imensa maioria das tentativas de se fazer ouvir no Facebook.

Depois de perceber e observar tudo isso, ele descobrirá que há apenas uma alavanca para movimentar o planeta inteiro: a disrupção.

Que se ele quer cativar o seu público e aumentá-lo terá que fazê-lo de forma diferente, criativa, autoral, pessoal, direta, dirigida não a um número infinito de consumidores, mas a um número finito de pessoas.

E esse é o segredo de uma boa comunicação social: a compreensão de que essa enorme rede não é composta por números, consumidores, métricas nem curvas de aumento de seguidores, mas por um monte de gente. Gente diferente, cada uma com o seu jeito de enxergar o mundo e interagir com ele e com os outros. Que não será possível você pegar a todos com posts politicamente corretos e comprometidos; que você causará dor, causará descontentamento, mas que é justamente essa postura ativa, com personalidade, que juntará quem pensa igual a você naquele mesmo espaço.

Nesse ponto, se ele chegar até aqui, terá percebido o que quase nenhum empresário ou empreendedor do país compreende…

A diferença entre um profissional e um apaixonado

Terá percebido que há um universo e uma galáxia de diferença entre um simples prestador de serviços digitais e um verdadeiro apaixonado. Encontrará gente que gosta de verdade disso daqui e busca entender o seu público, funcionamento, a cabeça das pessoas e como tudo isso funciona sem parar nem dar nenhum pau. As vezes dá, mas faz parte…

Você pode estar se perguntando o que aconteceu naquela reunião de ontem que me motivou a escrever tudo isso, não é? Bom, naquela noite de ontem eu ouvi de um prospect que o layout do seu site não importava tanto assim, porque era apenas institucional e não uma plataforma ou algo que demandava a experiência de uso por parte do cliente.

AUTOR: Ícaro

Proposta de valor: O que é e porque você precisa ter uma

Quem aqui já participou de uma entrevista de emprego? Acredito que todo mundo já teve essa experiência e lembra o quanto foi difícil o momento de falar sobre si mesmo. Você precisou mostrar seus pontos positivos, conhecimentos e habilidades para o recrutador e convencê-lo que você é melhor que qualquer outro candidato a vaga e isso, em um curto espaço de tempo. Grande desafio, né? Uma marca também precisa mostrar para seus consumidores porque ela é a melhor e como seu produto vai transformar sua vida. Isso tem nome e se chama proposta de valor! Hoje você vai aprender o que significa, porque ela é tão importante para seu negócio e como construir a sua. Tudo pronto? Vamos lá!

O coração do seu negócio

Para Philip Kotler, um dos grandes nomes da administração e do marketing, a marca deve esclarecer sua essência para o consumidor e mostrar seu coração. Parece simples, mas tem muitos detalhes que você precisa definir ao construir sua proposta de valor. Em primeiro lugar, ela deve entregar benefícios e facilidades que farão a pena o cliente pagar pelo seu produto. Pense rapidamente em quantos desses benefícios você pode citar e faça uma pequena lista, com pelo menos 5 itens, respondendo com sinceridade: você compraria seu produto com base nos benefícios oferecidos? Nesse momento, é legal entender que você não vende um produto, mas sim uma solução. E que você não vende preço, vende valor.

Repita o mantra

Para capturar a essência do seu negócio, Kotler ensina um método bastante eficaz que grandes marcas, como Disney e Nike utilizaram na hora de formar sua proposta de valor.

  • Crie uma frase curta, com no máximo 5 palavras, que resuma o que sua marca faz e porque ela existe no mundo.

A frase da Disney, por exemplo, é “entretenimento de diversão familiar”. A partir dela, o slogan “onde seus sonhos se tornam realidade” foi criado. A da Nike é a seguinte: “autêntico desempenho atlético”, e o slogan é “just do it”. Só para esclarecimento, o slogan é a parte criativa da coisa toda. O mantra é a parte prática e racional, ok? Kotler chamou esse método de mantra de uma marca, é tipo aqueles mantras que algumas práticas religiosas utilizam, onde você conduz sua mente por um caminho, repetindo uma frase até que ela se torne verdade. Para projetar seu mantra, anote essas algumas dicas:

  • Comunique a categoria ou o segmento do seu negócio. No caso da Disney, foi com a palavra “entretenimento” e o da Nike foi “atlético”.
  • Seja simples e direto. A frase não precisa ficar bonita, apenas eficiente e clara.
  • O mantra também precisa ser relevante para a equipe que trabalha na empresa, afinal eles também são seu público e podem defender sua marca e espalhar mensagens positivas sobre ela para as pessoas ao redor.

Defina seu posicionamento

Posicionamento de mercado é o lugar que você ocupa na mente do consumidor. E tenho certeza que seu negócio quer estar no lugar mais top, para que o cliente sempre compre de você. Para definir o seu, a gente tem um artigo bem completo sobre posicionamento aqui na MOT, vale a pena conferir! É importante eu avisar você de uma coisa agora: para ocupar esse lugar tão precioso na mente do seu consumidor, é preciso deixar a ansiedade um pouquinho de lado. Respire fundo 3 vezes e prossiga com a leitura. ? Uma marca precisa de espaço para crescer e melhorar. Não foi do dia para a noite que o Google se tornou o que ele é hoje, certo? Por isso, é bom você ter um norte para saber quais caminhos seguir e ter autonomia para fazer escolhas. É aquela velha história: não adianta remar se você não sabe para onde ir, porque a probabilidade de você se esforçar à toa vai ser muito grande. É legal você praticar um pequeno exercício de planejamento e dar atenção para o seu antes e depois. Vou explicar:

  • Em um pedaço de papel, faça duas colunas: a da esquerda é “onde estou” e a da direita é “onde quero estar”.

  • Escreva na coluna da esquerda tudo sobre o momento que você se encontra. Pode citar o nível financeiro, o tamanho da equipe, a estrutura, os processos, clientes, mercado, dificuldades, pontos fortes, etc.
  • Depois, liste na coluna da direita para onde você gostaria de ir. De repente você quer conquistar mais clientes, aumentar sua receita em 70%, contratar mais pessoas, alinhar processos, se tornar referência no mercado, etc.

Pronto, agora você já tem pelo menos um esboço de possíveis caminhos e já não vai mais remar para qualquer lugar. Você sabe para onde quer ir, só precisa entender como chegar lá!

Quem são seus concorrentes?

Ficar de olho na concorrência faz parte do jogo. Veja a sua concorrência como um professor: é com ela que você vai aprender mais sobre seu segmento, coisas que funcionam e fracassam e eventualmente, você vai acabar fazendo tudo melhor. Para analisar quem é sua concorrência, é importante você definir a natureza dela. Nesse caso, você também tem escolhas e não precisa ir na onda do mercado. Por exemplo, tem empresas que escolhem nichos de mercado específicos para atender. Elas observam que uma comunidade não está sendo atendida, ou está sendo mal atendida por outra marca, e aproveitam a oportunidade para se inserirem nesse mercado. Tome cuidado com os produtos considerados substitutos próximos do seu produto. Por exemplo, O Itaú e o Santander oferecem praticamente os mesmos serviços e satisfazem as mesmas necessidades dos clientes. Mas nem sempre precisa ser assim. Seth Godin, autor de vários livros sobre negócios, acredita que o mundo está cheio de opções e que as pessoas têm pouco tempo para consumir tudo, por isso, elas ignoram tudo aquilo que não interessa. Uma marca precisa se destacar nesse ciclo e se tornar a vaca roxa. Seth explica que, se você está andando de carro por uma estrada e vê algumas vacas no pasto, dificilmente vai chamar sua atenção, afinal as vacas são iguais, e você vai cansar de ver tanta vaca igual. Mas imagine se no meio delas, aparece uma vaca roxa? Despertaria muito mais curiosidade e você provavelmente pararia o carro para tirar uma selfie com a vaca diferentona. ? Se você tiver interesse, assista a palestra completa do Seth Godin e aprenda como espalhar ideias e atingir mais pessoas. Também existe o livro dele sobre o assunto, chamado “A Vaca Roxa”.

Canvas de proposta de valor

Um canvas é uma ferramenta de planejamento estratégico e que permite você mapear quem é seu cliente, assim você pode criar produtos que entreguem valor para ele e que se conectem com seus desejos e necessidades. O Canvas aborda 3 tópicos:

  • Dores: quais são os problemas do seu cliente, o que tira o sono dele.
  • Ganhos: o que ele vai ganhar quando sua marca resolver seu problema. Para facilitar, faça a seguinte pergunta: o que tornaria a vida do seu cliente mais fácil?
  • Tarefas do cliente: tarefas que a sua empresa faz para ajudar seu cliente a realizar um desejo.
    Liste todos os itens que você lembrar em cada um desses tópicos e depois você vai pensar no seguinte:
  • Quais produtos ajudam a resolver o problema do seu cliente?
  • Como esses produtos ajudam a resolver o problema e aliviar suas dores?

Não existe uma versão final do seu Canvas, ele é dinâmico e vai mudar várias vezes conforme seu negócio for evoluindo. Por isso, a dica é utilizar post its e colar nas seções, assim fica fácil remover algum item ou colocar um novo.

5 Dicas finais

Para fechar o assunto, vou dar mais algumas dicas rápidas para você finalizar a criação da sua proposta de valor.

1. Seja claro: um consumidor não vai comprar de você se ele não entender exatamente o que você faz. Por isso, pense simples e lembre da história do elevador. Quando você vai em uma reunião com um cliente para apresentar sua empresa, você vai contar tudo que faz, certo?

  • Quando seu cliente deixa o local da reunião, ele vai para outros lugares e provavelmente vai encontrar pessoas no caminho que vão perguntar “como foi a reunião? O que aquele cara oferecia?” E o cliente precisa resumir tudo que você falou que fazia em uma conversa de menos de 3 minutos.
  • Pense em como você gostaria que essa conversa fosse e como você gostaria de ser lembrado pelas pessoas.

2. Seja direto: não dê voltas com o cliente e não use o método “enrolation”. É provável que seu cliente perceba que está sendo enrolado e vai perder o interesse na hora. Então, resuma o que você traz de positivo para a vida dele e explique seus principais benefícios.

3. Tenha diferenciais: pense o que diferencia você dos concorrentes. Vocês jamais vão ser gêmeos de mercado, alguma coisa diferente sua empresa vai oferecer. Um conselho é estudar bem a concorrência, identificando seus pontos fracos. Reverta isso, fazendo desses pontos fracos os seus pontos fortes!

4. Faça pós-venda: crie um relacionamento construtivo e duradouro com seus clientes atuais, porque eles valem muito à pena para você manter por perto. Conquistar novos clientes exige esforço e investimento altos.

5. Entenda seu público: parece meio óbvio, mas acredito que vale lembrar que seu público precisa ser entendido. Você tem que entender seus hábitos de consumo, como eles tomam suas decisões de compra, quais são suas necessidades e seus problemas.

A proposta de valor é muito mais que um documento escrito em algum lugar. Ela é quem vai nortear sua empresa por diversos caminhos e fazer você acertar o alvo com tranquilidade. Além disso, você vai poder oferecer uma experiência memorável para seus clientes e transformar a vida deles de uma forma positiva! Dúvidas, sugestões e angústias, por favor fique à vontade para compartilhar conosco. ?

FONTE: MOTDigital

Geomarketing – Sua marca no quintal do cliente

Um pressuposto básico para uma empresa se estabelecer ou ampliar seus negócios é estudar o mercado. Fazem parte das estratégias de marketing buscar respostas referentes a questões como: Quem são nossos clientes? Onde vivem? Quais são seus hábitos? Onde está nossa concorrência? Qual o melhor local par abrir uma nova loja? Será viável determinada expansão? É justamente nesse contexto que se insere o geomarketing.

Talvez você tenha conhecido alguma empresa que utilizava aqueles mapas enormes, fixados nas paredes e sinalizados com alfinetes indicando áreas de cobertura da força de vendas, essa estratégia é precursora do geomarketing e tem por objetivo identificar os pontos de vendas, a divisão de territórios, o potencial das áreas atendidas e não atendidas, localização dos melhores clientes ativos e inativos e a identificação de prospects, por exemplo.

Evidentemente que o uso de informações geográficas nos dias atuais tornou-se ainda mais substancial, tendo em vista o nível de competitividade entre empresas e marcas em âmbito global. Com a utilização de tecnologias digitais e sistemas de informações geográficas, é possível otimizar o processamento e a armazenagem de um volume cada vez maior de dados, o georeferenciamento evoluiu do mapa na parede para o acesso remoto das ferramentas digitais.

A Federal Interagency Coordinating Committee (F.I.C.C.) definiu em 1988 o conceito de S.I.G. como “Um sistema de hardware, software e procedimentos organizados de forma a possibilitar a aquisição de dados, gestão, manipulação, análise e visualização de dados espaciais, de tal modo que seja possível resolver problemas de planeamento altamente complexos.”

O Georeferenciamento, que utiliza o S.I.G. como uma das principais ferramentas, diz respeito à manipulação de dados geográficos e demográficos, que incluem ainda, a utilização de GPS (Sistemas de Posicionamento Global), mapas digitalizados, cartoriamento entre outros.

Alguns exemplos de georeferenciamento amplamente empregados e que promovem uma plena participação do público são o e-governement, que possibilitam o acesso remoto a serviços públicos; e-commerce, serviço de compras e negócios on line e o e-learning, serviços de formação utilizados pelas instituições de ensino.

Como a área de marketing se utiliza do georeferenciamento?

Observamos que muitos dos processos de marketing ocorrem dentro de um contexto espacial e dizem respeito à questões como localização do negócio, área de cobertura, proximidade da concorrência, logística e público alvo, e que a interação entre atributos físicos ou geográficos e humanos, referentes à população e todos os aspectos culturais, comportamentais e socioeconômicos que a envolvem constróem todo o ambiente de negócios no qual a empresa está inserida.

As tecnologias de posicionamento global e os mapas digitais são capazes de individualizar o foco das ações de marketing de tal maneira que é possível rastrear os indivíduos, identificar seus padrões de consumo e os locais que frequenta, facilitando assim, a implementação das estratégias de segmentação, produção, relacionamento, parcerias, expansão e penetração de mercado, bem como, avaliar a concorrência e basear métricas de retorno das ações de marketing.

Os objetivos do Geomarketing são bem específicos

  • Gestão de território
  • Gestão de informação
  • Gestão de clientes
  • Gestão estratégica.

Estes objetivos encerram dados amplos e exponenciais ao planejamento estratégico como perfil e comportamento do consumidor, política de preços, orientação de campanhas publicitárias, promoção, merchandising, oferta de produtos e marketing direto, no uso de e-mail marketing direcionados a um público com interesses específicos.

Especialmente na área estratégica, esse mapeamento será útil a fim de traçar um perfil de determinada comunidade e identificar possíveis necessidades e demandas dessa população local que possam ser atendidas pela empresa. É dessa forma que se constrói o conceito de empresa comprometida com o desenvolvimento social e ocorre o fortalecimento de imagem capaz de garantir uma superioridade competitiva, por exemplo. Um artigo que escrevi anteriormente chamado Marketing social como ferramenta de transformação da sociedade fala sobre a importância de utilizar esta estratégia na busca do fortalecimento das relações cliente/empresa.

Quais as fontes de dados disponíveis?

  • Bases de dados públicas onde constam dados sócio demográficos como IBGE, PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), Ipea (Instituto de pesquisas aplicadas) POF (Pesquisa de Orçamento Familiar)
  • Bases de dados de empresas que prestam consultoria especializada
  • Bases de dados desenvolvida pela própria empresa como pesquisas de mercado e auditorias internas
  • Plataformas Google, como Google Earth e Google Maps.

Uso efetivo dos S.I.G.`s

Adquirir a tecnologia S.I.G. e construir uma base de dados não representa para a empresa uma fórmula mágica de Geomarketing, uma vez que se não houver um alinhamento entre informação, estratégia e plano de execução é bem provável que o resultado sobre o investimento não passe de uma montanha de dados com informações óbvias que não agregam valor algum ao negócio.

É absolutamente essencial a definição precisa de questões como a expectativa da empresa em relação ao estudo, as ações que serão conduzidas à partir desse estudo, a relevância dos dados para determinado objetivo de marketing e o retorno de todo o esforço.

As competências necessárias para administração das estratégias baseadas nesses estudos requerem uma certa especialização e deve ser considerada a criação de uma área de inteligência, com capacitação em geomarketing e com habilidade para interpretar os resultados e incluí-los na estratégia de marketing da empresa. Outra opção é recorrer à empresas de assessoria especializadas no tema, para trabalhar em conjunto com os profissionais da própria empresa a fim de orientá-los no estudo e no planejamento das ações.

Pesquisei por alto sobre softwares open source, de uso livre, encontrei referências ao QGIS que pode ser personalizado pois dispõe de muitos plugins e ao GvSIG mais muito semelhante ao anterior. Eles prometem realizar análise e cobertura geográfica e identificar o potencial de demanda e o nível penetração de mercado, que tratam das principais necessidades do geomarketing. O Sebrae também disponibiliza esse recurso através do serviço Bússola Sebrae.

É impossível discorrer sobre Geomarketing em um único artigo, a intenção aqui é destacar a importância dessa ferramenta como apoio à administração de marketing. Ainda que em um primeiro momento o termo pareça um neologismo basta saber um pouco mais a respeito para compreendermos que se trata do uso da tecnologia em acordo com a geografia, à serviço da inteligência de marketing, e que já faz parte do cotidiano de grandes empresas.

FONTE: @ideiademkt