Proposta de valor: O que é e porque você precisa ter uma

Quem aqui já participou de uma entrevista de emprego? Acredito que todo mundo já teve essa experiência e lembra o quanto foi difícil o momento de falar sobre si mesmo. Você precisou mostrar seus pontos positivos, conhecimentos e habilidades para o recrutador e convencê-lo que você é melhor que qualquer outro candidato a vaga e isso, em um curto espaço de tempo. Grande desafio, né? Uma marca também precisa mostrar para seus consumidores porque ela é a melhor e como seu produto vai transformar sua vida. Isso tem nome e se chama proposta de valor! Hoje você vai aprender o que significa, porque ela é tão importante para seu negócio e como construir a sua. Tudo pronto? Vamos lá!

O coração do seu negócio

Para Philip Kotler, um dos grandes nomes da administração e do marketing, a marca deve esclarecer sua essência para o consumidor e mostrar seu coração. Parece simples, mas tem muitos detalhes que você precisa definir ao construir sua proposta de valor. Em primeiro lugar, ela deve entregar benefícios e facilidades que farão a pena o cliente pagar pelo seu produto. Pense rapidamente em quantos desses benefícios você pode citar e faça uma pequena lista, com pelo menos 5 itens, respondendo com sinceridade: você compraria seu produto com base nos benefícios oferecidos? Nesse momento, é legal entender que você não vende um produto, mas sim uma solução. E que você não vende preço, vende valor.

Repita o mantra

Para capturar a essência do seu negócio, Kotler ensina um método bastante eficaz que grandes marcas, como Disney e Nike utilizaram na hora de formar sua proposta de valor.

  • Crie uma frase curta, com no máximo 5 palavras, que resuma o que sua marca faz e porque ela existe no mundo.

A frase da Disney, por exemplo, é “entretenimento de diversão familiar”. A partir dela, o slogan “onde seus sonhos se tornam realidade” foi criado. A da Nike é a seguinte: “autêntico desempenho atlético”, e o slogan é “just do it”. Só para esclarecimento, o slogan é a parte criativa da coisa toda. O mantra é a parte prática e racional, ok? Kotler chamou esse método de mantra de uma marca, é tipo aqueles mantras que algumas práticas religiosas utilizam, onde você conduz sua mente por um caminho, repetindo uma frase até que ela se torne verdade. Para projetar seu mantra, anote essas algumas dicas:

  • Comunique a categoria ou o segmento do seu negócio. No caso da Disney, foi com a palavra “entretenimento” e o da Nike foi “atlético”.
  • Seja simples e direto. A frase não precisa ficar bonita, apenas eficiente e clara.
  • O mantra também precisa ser relevante para a equipe que trabalha na empresa, afinal eles também são seu público e podem defender sua marca e espalhar mensagens positivas sobre ela para as pessoas ao redor.

Defina seu posicionamento

Posicionamento de mercado é o lugar que você ocupa na mente do consumidor. E tenho certeza que seu negócio quer estar no lugar mais top, para que o cliente sempre compre de você. Para definir o seu, a gente tem um artigo bem completo sobre posicionamento aqui na MOT, vale a pena conferir! É importante eu avisar você de uma coisa agora: para ocupar esse lugar tão precioso na mente do seu consumidor, é preciso deixar a ansiedade um pouquinho de lado. Respire fundo 3 vezes e prossiga com a leitura. ? Uma marca precisa de espaço para crescer e melhorar. Não foi do dia para a noite que o Google se tornou o que ele é hoje, certo? Por isso, é bom você ter um norte para saber quais caminhos seguir e ter autonomia para fazer escolhas. É aquela velha história: não adianta remar se você não sabe para onde ir, porque a probabilidade de você se esforçar à toa vai ser muito grande. É legal você praticar um pequeno exercício de planejamento e dar atenção para o seu antes e depois. Vou explicar:

  • Em um pedaço de papel, faça duas colunas: a da esquerda é “onde estou” e a da direita é “onde quero estar”.

  • Escreva na coluna da esquerda tudo sobre o momento que você se encontra. Pode citar o nível financeiro, o tamanho da equipe, a estrutura, os processos, clientes, mercado, dificuldades, pontos fortes, etc.
  • Depois, liste na coluna da direita para onde você gostaria de ir. De repente você quer conquistar mais clientes, aumentar sua receita em 70%, contratar mais pessoas, alinhar processos, se tornar referência no mercado, etc.

Pronto, agora você já tem pelo menos um esboço de possíveis caminhos e já não vai mais remar para qualquer lugar. Você sabe para onde quer ir, só precisa entender como chegar lá!

Quem são seus concorrentes?

Ficar de olho na concorrência faz parte do jogo. Veja a sua concorrência como um professor: é com ela que você vai aprender mais sobre seu segmento, coisas que funcionam e fracassam e eventualmente, você vai acabar fazendo tudo melhor. Para analisar quem é sua concorrência, é importante você definir a natureza dela. Nesse caso, você também tem escolhas e não precisa ir na onda do mercado. Por exemplo, tem empresas que escolhem nichos de mercado específicos para atender. Elas observam que uma comunidade não está sendo atendida, ou está sendo mal atendida por outra marca, e aproveitam a oportunidade para se inserirem nesse mercado. Tome cuidado com os produtos considerados substitutos próximos do seu produto. Por exemplo, O Itaú e o Santander oferecem praticamente os mesmos serviços e satisfazem as mesmas necessidades dos clientes. Mas nem sempre precisa ser assim. Seth Godin, autor de vários livros sobre negócios, acredita que o mundo está cheio de opções e que as pessoas têm pouco tempo para consumir tudo, por isso, elas ignoram tudo aquilo que não interessa. Uma marca precisa se destacar nesse ciclo e se tornar a vaca roxa. Seth explica que, se você está andando de carro por uma estrada e vê algumas vacas no pasto, dificilmente vai chamar sua atenção, afinal as vacas são iguais, e você vai cansar de ver tanta vaca igual. Mas imagine se no meio delas, aparece uma vaca roxa? Despertaria muito mais curiosidade e você provavelmente pararia o carro para tirar uma selfie com a vaca diferentona. ? Se você tiver interesse, assista a palestra completa do Seth Godin e aprenda como espalhar ideias e atingir mais pessoas. Também existe o livro dele sobre o assunto, chamado “A Vaca Roxa”.

Canvas de proposta de valor

Um canvas é uma ferramenta de planejamento estratégico e que permite você mapear quem é seu cliente, assim você pode criar produtos que entreguem valor para ele e que se conectem com seus desejos e necessidades. O Canvas aborda 3 tópicos:

  • Dores: quais são os problemas do seu cliente, o que tira o sono dele.
  • Ganhos: o que ele vai ganhar quando sua marca resolver seu problema. Para facilitar, faça a seguinte pergunta: o que tornaria a vida do seu cliente mais fácil?
  • Tarefas do cliente: tarefas que a sua empresa faz para ajudar seu cliente a realizar um desejo.
    Liste todos os itens que você lembrar em cada um desses tópicos e depois você vai pensar no seguinte:
  • Quais produtos ajudam a resolver o problema do seu cliente?
  • Como esses produtos ajudam a resolver o problema e aliviar suas dores?

Não existe uma versão final do seu Canvas, ele é dinâmico e vai mudar várias vezes conforme seu negócio for evoluindo. Por isso, a dica é utilizar post its e colar nas seções, assim fica fácil remover algum item ou colocar um novo.

5 Dicas finais

Para fechar o assunto, vou dar mais algumas dicas rápidas para você finalizar a criação da sua proposta de valor.

1. Seja claro: um consumidor não vai comprar de você se ele não entender exatamente o que você faz. Por isso, pense simples e lembre da história do elevador. Quando você vai em uma reunião com um cliente para apresentar sua empresa, você vai contar tudo que faz, certo?

  • Quando seu cliente deixa o local da reunião, ele vai para outros lugares e provavelmente vai encontrar pessoas no caminho que vão perguntar “como foi a reunião? O que aquele cara oferecia?” E o cliente precisa resumir tudo que você falou que fazia em uma conversa de menos de 3 minutos.
  • Pense em como você gostaria que essa conversa fosse e como você gostaria de ser lembrado pelas pessoas.

2. Seja direto: não dê voltas com o cliente e não use o método “enrolation”. É provável que seu cliente perceba que está sendo enrolado e vai perder o interesse na hora. Então, resuma o que você traz de positivo para a vida dele e explique seus principais benefícios.

3. Tenha diferenciais: pense o que diferencia você dos concorrentes. Vocês jamais vão ser gêmeos de mercado, alguma coisa diferente sua empresa vai oferecer. Um conselho é estudar bem a concorrência, identificando seus pontos fracos. Reverta isso, fazendo desses pontos fracos os seus pontos fortes!

4. Faça pós-venda: crie um relacionamento construtivo e duradouro com seus clientes atuais, porque eles valem muito à pena para você manter por perto. Conquistar novos clientes exige esforço e investimento altos.

5. Entenda seu público: parece meio óbvio, mas acredito que vale lembrar que seu público precisa ser entendido. Você tem que entender seus hábitos de consumo, como eles tomam suas decisões de compra, quais são suas necessidades e seus problemas.

A proposta de valor é muito mais que um documento escrito em algum lugar. Ela é quem vai nortear sua empresa por diversos caminhos e fazer você acertar o alvo com tranquilidade. Além disso, você vai poder oferecer uma experiência memorável para seus clientes e transformar a vida deles de uma forma positiva! Dúvidas, sugestões e angústias, por favor fique à vontade para compartilhar conosco. ?

FONTE: MOTDigital

Geomarketing – Sua marca no quintal do cliente

Um pressuposto básico para uma empresa se estabelecer ou ampliar seus negócios é estudar o mercado. Fazem parte das estratégias de marketing buscar respostas referentes a questões como: Quem são nossos clientes? Onde vivem? Quais são seus hábitos? Onde está nossa concorrência? Qual o melhor local par abrir uma nova loja? Será viável determinada expansão? É justamente nesse contexto que se insere o geomarketing.

Talvez você tenha conhecido alguma empresa que utilizava aqueles mapas enormes, fixados nas paredes e sinalizados com alfinetes indicando áreas de cobertura da força de vendas, essa estratégia é precursora do geomarketing e tem por objetivo identificar os pontos de vendas, a divisão de territórios, o potencial das áreas atendidas e não atendidas, localização dos melhores clientes ativos e inativos e a identificação de prospects, por exemplo.

Evidentemente que o uso de informações geográficas nos dias atuais tornou-se ainda mais substancial, tendo em vista o nível de competitividade entre empresas e marcas em âmbito global. Com a utilização de tecnologias digitais e sistemas de informações geográficas, é possível otimizar o processamento e a armazenagem de um volume cada vez maior de dados, o georeferenciamento evoluiu do mapa na parede para o acesso remoto das ferramentas digitais.

A Federal Interagency Coordinating Committee (F.I.C.C.) definiu em 1988 o conceito de S.I.G. como “Um sistema de hardware, software e procedimentos organizados de forma a possibilitar a aquisição de dados, gestão, manipulação, análise e visualização de dados espaciais, de tal modo que seja possível resolver problemas de planeamento altamente complexos.”

O Georeferenciamento, que utiliza o S.I.G. como uma das principais ferramentas, diz respeito à manipulação de dados geográficos e demográficos, que incluem ainda, a utilização de GPS (Sistemas de Posicionamento Global), mapas digitalizados, cartoriamento entre outros.

Alguns exemplos de georeferenciamento amplamente empregados e que promovem uma plena participação do público são o e-governement, que possibilitam o acesso remoto a serviços públicos; e-commerce, serviço de compras e negócios on line e o e-learning, serviços de formação utilizados pelas instituições de ensino.

Como a área de marketing se utiliza do georeferenciamento?

Observamos que muitos dos processos de marketing ocorrem dentro de um contexto espacial e dizem respeito à questões como localização do negócio, área de cobertura, proximidade da concorrência, logística e público alvo, e que a interação entre atributos físicos ou geográficos e humanos, referentes à população e todos os aspectos culturais, comportamentais e socioeconômicos que a envolvem constróem todo o ambiente de negócios no qual a empresa está inserida.

As tecnologias de posicionamento global e os mapas digitais são capazes de individualizar o foco das ações de marketing de tal maneira que é possível rastrear os indivíduos, identificar seus padrões de consumo e os locais que frequenta, facilitando assim, a implementação das estratégias de segmentação, produção, relacionamento, parcerias, expansão e penetração de mercado, bem como, avaliar a concorrência e basear métricas de retorno das ações de marketing.

Os objetivos do Geomarketing são bem específicos

  • Gestão de território
  • Gestão de informação
  • Gestão de clientes
  • Gestão estratégica.

Estes objetivos encerram dados amplos e exponenciais ao planejamento estratégico como perfil e comportamento do consumidor, política de preços, orientação de campanhas publicitárias, promoção, merchandising, oferta de produtos e marketing direto, no uso de e-mail marketing direcionados a um público com interesses específicos.

Especialmente na área estratégica, esse mapeamento será útil a fim de traçar um perfil de determinada comunidade e identificar possíveis necessidades e demandas dessa população local que possam ser atendidas pela empresa. É dessa forma que se constrói o conceito de empresa comprometida com o desenvolvimento social e ocorre o fortalecimento de imagem capaz de garantir uma superioridade competitiva, por exemplo. Um artigo que escrevi anteriormente chamado Marketing social como ferramenta de transformação da sociedade fala sobre a importância de utilizar esta estratégia na busca do fortalecimento das relações cliente/empresa.

Quais as fontes de dados disponíveis?

  • Bases de dados públicas onde constam dados sócio demográficos como IBGE, PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), Ipea (Instituto de pesquisas aplicadas) POF (Pesquisa de Orçamento Familiar)
  • Bases de dados de empresas que prestam consultoria especializada
  • Bases de dados desenvolvida pela própria empresa como pesquisas de mercado e auditorias internas
  • Plataformas Google, como Google Earth e Google Maps.

Uso efetivo dos S.I.G.`s

Adquirir a tecnologia S.I.G. e construir uma base de dados não representa para a empresa uma fórmula mágica de Geomarketing, uma vez que se não houver um alinhamento entre informação, estratégia e plano de execução é bem provável que o resultado sobre o investimento não passe de uma montanha de dados com informações óbvias que não agregam valor algum ao negócio.

É absolutamente essencial a definição precisa de questões como a expectativa da empresa em relação ao estudo, as ações que serão conduzidas à partir desse estudo, a relevância dos dados para determinado objetivo de marketing e o retorno de todo o esforço.

As competências necessárias para administração das estratégias baseadas nesses estudos requerem uma certa especialização e deve ser considerada a criação de uma área de inteligência, com capacitação em geomarketing e com habilidade para interpretar os resultados e incluí-los na estratégia de marketing da empresa. Outra opção é recorrer à empresas de assessoria especializadas no tema, para trabalhar em conjunto com os profissionais da própria empresa a fim de orientá-los no estudo e no planejamento das ações.

Pesquisei por alto sobre softwares open source, de uso livre, encontrei referências ao QGIS que pode ser personalizado pois dispõe de muitos plugins e ao GvSIG mais muito semelhante ao anterior. Eles prometem realizar análise e cobertura geográfica e identificar o potencial de demanda e o nível penetração de mercado, que tratam das principais necessidades do geomarketing. O Sebrae também disponibiliza esse recurso através do serviço Bússola Sebrae.

É impossível discorrer sobre Geomarketing em um único artigo, a intenção aqui é destacar a importância dessa ferramenta como apoio à administração de marketing. Ainda que em um primeiro momento o termo pareça um neologismo basta saber um pouco mais a respeito para compreendermos que se trata do uso da tecnologia em acordo com a geografia, à serviço da inteligência de marketing, e que já faz parte do cotidiano de grandes empresas.

FONTE: @ideiademkt

Natal e o marketing de oportunidade

No mundo empresarial, as datas comemorativas são vistas como uma oportunidade de aumentar as vendas e prospectar novos clientes. No final do ano, tal fato, fica ainda mais evidente. Inspiradas pelo clima festivo, as pessoas ficam instigadas a consumir muito mais. É o momento das empresas agirem!

As promoções já começam em novembro, com a Black Friday. A data, que caiu no gosto dos brasileiros, mobiliza diversas lojas. Esse ano, de acordo com dados da Serasa Experian, nos dias 25 e 27 de novembro, houve um crescimento de 11% nas vendas do comércio de rua e shoppings centers no Brasil. No universo on-line, não foi diferente. Segundo a consultoria Ebit, ocorreu uma alta de 17% no comércio eletrônico em comparação com o evento do ano passado.

E em meio a essa corrida contra o tempo, todo mundo quer garantir o menor preço e qualidade. Mas, é preciso ter cautela ao ofertar um produto/serviço. Dependendo da promoção que for lançada, ela pode ser negativa para a organização, caso não atenda as reais necessidades dos consumidores. É importante definir bem a estratégia a ser adotada para não cometer erros. Afinal, com crise ou sem crise, o Natal está entre as datas que acumulam o maior volume de vendas.

Mas, afinal, por que as empresas têm mais oportunidades de vendas nessa data?

1º As pessoas estão mais dispostas a gastar. O 13º é um incentivo para que isso aconteça.

2º É mais fácil de apresentar algo novo, uma vez que, os consumidores buscam fugir do habitual para presentear.

3º O interesse pelo consumo cresce. Isso é impulsionado pelas propagandas e pelo clima festivo.

E quais estratégias podem ser utilizadas para aumentar as vendas?

Posicionamento: é preciso estar bem colocado no mercado, principalmente nas redes sociais. A apresentação, a forma como você se comunica com o cliente, faz toda diferença. É essencial manter um marketing de relacionamento forte com o consumidor, só assim, ele vai se lembrar de você.

Clareza: não ofereça algo que você não possa dar. É preciso ter cuidado com descontos absurdos que estão fora do orçamento da sua empresa.

Benefícios: todo mundo gosta de ganhar um mimo. Pode ser um brinde, um frete grátis, um voucher etc. Isso aproxima a empresa do cliente e mostra o quanto ele é especial pra ela.

Valor: demonstre o quanto o seu produto/serviço é diferente. Vá além do habitual. Ofereça algo a mais. Mostre a diferença que ele vai fazer na vida do consumidor que o adquirir.

Gerenciamento de gastos: controle seu orçamento. Tenha anotado seus gastos com despesas de matéria prima, locação, mídia etc., não extrapole o que estava previsto.

Fidelização: a retenção é muito importante, mas a fidelização é essencial. Aproveite essa data para conquistar seus clientes e fazer deles potenciais consumidores em 2017. Adote as dicas acima e procure focar cada vez mais no seu mercado.

FONTE: @ideiademkt

Marketing de oportunidade e geração de buzz na rede

No último Dia das Bruxas, foi divulgado que um ponto de venda da marca de fast food Burger King no Queens (Estados Unidos) utilizou o tema Halloween para disfarçar-se do concorrente Mc Donalds, fazendo uma brincadeira com o que eles considerariam assustador.

O marketing de oportunidade com a data comemorativa foi divulgado pela agência DAVID The Agency Miami, responsável pela publicidade da rede. Quando o cliente abria o pacote de hambúrguer, aparecia a mensagem “Bu! Brincadeira, nós ainda grelhamos no fogo os nossos hambúrgueres!”

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O aproveitamento com criatividade do tema de uma data festiva para fazer publicidade inteligente e bem humorada não rende apenas empatia e clientes na loja.

A postagem de Halloween da Agência rendeu mais de 3,500 mil compartilhamentos (and counting), para além de centenas de menções em mídias abertas e segmentadas, proporcionando um grande buzz marketing, tanto para a marca como para a empresa de marketing.

O marketing de oportunidade aproveita-se justamente de um tema que é falado por muita gente em um momento específico, fazendo sentido em um determinado contexto e tempo, como é o caso de datas comemorativas ou de movimentos ou “modas” que muitas pessoas estão seguindo.

Deixamos aqui um exemplo muito simples: quantas piadas e publicidades você ouviu relacionadas com o Pokemon Go?

Já o buzz marketing, ou “fazer burburinho”, é a geração de comentários em torno deste assunto, gerando publicidade gratuita e fazendo com que a ação vire notícia e seja multiplicada pelas redes digitais.

Estes tipos de estratégias normalmente têm menos custos de investimentos do que as campanhas tradicionais, proporcionando um retorno quase que imediato às custas da criatividade.

Em contrapartida, para avançar com este tipo de plano, é sempre necessário pensar nos limites da semântica da ação de marketing, para que não gere mais repercussão negativa do que positiva, como é o caso de brincadeiras com temas mais polemicos.

Aguardemos a próxima ação de marketing do Mc Donalds, porque essa pegadinha vai ter 2º round.

FONTE: @ideiademkt

COMO FAZER MARKETING DIGITAL COM AUTORIDADE EM 5 PASSOS

Fazer marketing é um bom exemplo de realizar um bom relacionamento com o seu cliente, desde o reconhecimento de uma necessidade até a satisfação plena dos seus desejos. Entregar mais do que ele precisa ainda contempla o tão falado overdelivery. Mas termos como estes são bem comuns para quem está adaptado à realidade do mercado atual, mesmo falando do feijão com arroz. Marketing digital é o mesmo complexo assunto, porém, voltado para o público – essencialmente – conectado à internet. Digo essencialmente porque o impacto causado pelo online por vezes atinge ooffline (que vontade de colocar um “vice-e-versa” aqui…).

Liderar um mercado exige grande esforço, dedicação, um investimento considerável e um bocado de paciência. Se tornar uma autoridade não é uma simples receita de bolo, nem nada parecido com viralizar na internet, como acontece rotineiramente com os vídeos do Youtube, onde as estrelas da “nova mídia” se tornam famosos da noite para o dia, e passam a faturar milhões de seguidores em seus canais, depois de fazerem suas listas de coisas engraçadas e compartilharem entre os amigos e fãs.

Agora, se tornar uma autoridade nesse mundo digital, onde o marketing – apesar de muito parecido com o offline – tem seus meandros e sacadas que só muita experiência na área, alguns erros e acertos, muitos testes, bastante empenho e uma estrutura bem organizada pode ser uma missão bem possível.

Depois de uma imersão no último fim de semana, em um evento repleto das grandes estrelas do marketing digital, reunindo os feras do SEO, lançamentos digitais, copyrighting, afiliados, entre outros diversos temas que eles dominam, não faltaram hacks, sacadas, ideias, planos e estratégias para dissecar o tema e entregar muito conteúdo para qualificar cada vez mais uma audiência que desenvolve a imensa maioria dos produtos digitais que estão tomando conta do mercado atualmente.

Nesse caso, as estrelas são profissionais de alta performance, com níveis de dedicação e conhecimento sem igual, que se comparam aos grandes players da mídia offline, quando se fala em Marketing de qualidade. Nomes como Conrado Adolpho, Pedro Quintanilha, Tiago Tessmann, Fábio Ricotta, João Pedro Resende, Diego Carmona, Marcelo Ostia, Murilo Gun e diversos grandes nomes do mercado digital expuseram muitas das suas técnicas visando qualificar um público selecionado para o evento que lançou uma nova plataforma de conteúdo online, na cidade de São Paulo.

A seguir, destaco as cinco principais sacadas da nova máxima do Novo Marketing e que certamente estão dentro da metodologia dos 8Ps do Marketing Digital, que farão você saber como fazer marketing digital com autoridade em 5 passos:

I –Ter um propósito. O primeiro passo é saber o que você ama fazer e o que poderá realizar para que tenha motivação diária para pesquisar e adorar esse tema em tempo integral. Vai ser muito importante esse detalhe na hora de dedicar horas e horas do seu tempo empreendendo em conteúdo, infoprodutos, gravando vídeos e desenvolvendo soluções para problemas relacionados ao seu propósito de vida.

II – Conhecer sua persona. Um pouco mais além do que o público-alvo, a persona ou avatar define exatamente quem é o cliente que deve ser atingido na comunicação, que estará em diferentes frentes nos mais variados locais na rede. Conhecer todos os detalhes dessa persona fará com que todos os esforços possam chegar exatamente em quem está tendo um problema e precisa urgentemente de uma solução.

III – Entregar conteúdo de qualidade.O Inbound Marketing, uma tendência que mudou a forma como as marcas se relacionam com seus públicos domina as plataformas digitais – sem conteúdo não há relacionamento. Cada lançamento ou venda recorrente está diretamente relacionada ao engajamento desse público com o conteúdo publicado em blogs, vídeos, e-books e diversos outros meios pelos quais possam ter um relacionamento mais estreito.

IV –Tráfego é Poder.Nada mais é do que saber onde está o seu público. E para entregar conteúdo para este público ideal (persona) é preciso encontrá-lo. Para tanto, é necessário que ele chegue até você e existem diversas formas de realizar esse controle. A dica: através de conteúdo é a melhor forma de fazê-lo. Após isso, não existe a menor possibilidade de deixar o camarada ir embora sem antes conhecê-lo melhor: se ele gostar do seu conteúdo e quiser mais, vai deixar o nome e o e-mail para receber seus materiais em primeira mão. Pronto, agora já temos o tráfego.

V – Mão na massa.Se foi realizado todo esse esforço, definição de propósito, construção da persona, conteúdo de qualidade, um tráfego – gente para se relacionar – agora falta apenas produzir o material de qualidade para gerar uma venda. Sim! O Marketing Digital tem foco em vendas online, sem vendas não há receita! E como pagar por todo esse projeto sem receita? Está na hora de arregaçar as mangas e trabalhar duro! Realizar um bom curso online necessita de algumas etapas importantes, além de validar todo o conteúdo, deve existir uma promessa bem definida como resultado de todo esse relacionamento, sob pena de o cliente pedir o dinheiro de volta. Nada mais justo, não?

Se tiver interesse em Marketing Digital deixe o seu comentário abaixo, será uma enorme satisfação ajudarmos a nossa audiência com uma assunto tão desafiador como este. E aí, vai ficar parado ou vai partir para a ação?

FONTE: @ideiademkt