Porque a sua empresa é invisível no Facebook

Não adianta, o kit media social vendido por um precinho incrível não presta!

Quem aqui não conhece muito bem essa história? É sempre a mesma: você possui um negócio e percebe que está atrás da concorrência. A sua empresa está desacelerando e você conclui que o motivo disso é a falta de investimento em marketing. Vai até um agência de esquina, que lhe dá o parecer por um precinho camarada: “Ah, certamente é porque você não está no Facebook! Todos estão! Todos precisam estar! Por alguns trocados eu resolvo isso para você!”.

Eu não estava me preparando para escrever sobre isso. Na verdade, o texto que havia pensado era completamente diferente. Não vou adiantar o tema, mas uma reunião com um cliente — ontem — me fez mudar de ideia. Pensei: “Não é possível que isso ainda aconteça em 2015!”. O que aconteceu? Ah, você já sabe; é quase sempre a mesma coisa.
Me diga, você lembra do final dos anos noventa? Eu tive acesso à internet em casa pela primeira vez em 1998. Eram aquelas discadas do tipo que você instalava por meio de um CD do discador UOL com 20 horas de acesso gratuito, que vinha com um chimpanzé na capa, vestindo uma camiseta de algodão da marca. Conectar? Só depois da meia noite, desde que não fique até muito tarde, porque tem escola. Sábado e domingo eram liberados. Se não me engano, sábado era só depois do almoço…enfim.
Naquela época eram apenas as grandes empresas que tinham dinheiro e interesse em construírem sites na internet. Os serviços eram caros, difíceis, demorados e estressantes; faltava mão de obra e todo tipo de tentativa era mais ou menos uma espécie de alquimia. Bom, mais de quinze anos se passaram e a alquimia persiste, por incrível que pareça.
Tudo começou quando o Google decidiu que organizaria quase toda a informação do mundo. Que ranquearia por interesse, qualidade, responsividade, conteúdo útil e uma pancada de detalhes de SEO que não cabe aqui nesse texto detalhar. Mas, até então, tudo bem. A internet, como negócio, era habitada por dois tipos de pessoas, ainda: Os nerds e curiosos esquisitões e os homens endinheirados. Eis que tudo mudou…

O surgimento do Orkut

Quando a primeira rede social de peso aparece aqui na internet, as pessoas mudam completamente o seu perfil de navegação. Se antes dividiam o seu tempo em múltiplos portais — cada vez maiores, com cada vez mais notícias, cada vez mais difíceis de serem encontradas, em uma barra de menu cada vez mais extensa — agora elas passavam até setenta por cento do seu tempo conectadas em um único local, onde compartilhavam o que gostavam, inclusive aqueles GIF’s animados de cachorrinho segurando um coração escrito: “O amor da vovó”.
Ainda que todos estivessem aderindo à navegação por muitas horas seguidas, ainda não existia esse fenômeno mobile e as empresas ainda continuavam, em sua imensa maioria, apenas com aquele site institucional com a mesma barra de menu para todos: quem somos, a nossa equipe, a nossa empresa, fale conosco e aquele monte de imagens copiadas diretamente do cadê. Pois é, naquela época a maioria ainda usava o cadê.

Eis que tudo mudou, novamente…

O surgimento do Facebook

O Brasil sempre aceitou muito bem toda e qualquer novidade tecnológica que envolva atividade social. Conversar, compartilhar, mostrar as fotos, aquele prato de comida japonesa e as garrafas de red label com tags: “iniciando os trabalhos” sempre se encaixaram muito bem com o perfil do nosso povo. Somos comunicadores, expansivos e adoramos isso. Quando o Facebook aparece, cai como uma luva em terras tupiniquins. Era perfeito! Poderíamos mandar bom dia e boa noite para todas as pessoas da nossa lista e mostrarmos o que estávamos fazendo, comprando e para onde iríamos viajar de uma única vez. Ele ainda lembrava os aniversários da família e não precisávamos mais ligar para aquela nossa prima para dizer “meus parabéns!”. Era horrível quando a nossa mãe ligava e passava o telefone: “Dê parabéns para a sua prima!” e você não sabia direito como começar e encerrar aquela conversa. Mas, até ai tudo bem.
Conforme a cultura de comunidades, herança do antigo Orkut, cai por terra e é substituída por uma dinâmica de páginas, que são curtidas e invadem a sua linha do tempo a cada nova postagem, “especialistas digitais” começaram a aparecer em programas matinais e vespertinos, dizendo: “Se a sua empresa não está no Facebook, você está ficando para trás!”. Um universo de empresários e empreendedores que sempre se deram muito bem com a cultura local e com seus clientes de bairro se viram pressionados pelos programas da tarde e jornais de domingo, que lhe diziam: “Faça uma página no Facebook! Faça uma fan-page!”.

O argumento era sempre o mesmo: quem não está na rede social mais famosa do mundo, morreu para o cliente. Você precisa estar lá, adicionar o seu número de telefone e taguear o seu site na área “sobre”, mesmo que você seja um sapateiro que atende apenas ao seu bairro.

Os sobrinhos nunca trabalharam tanto. Da mesma maneira que um tsunami de garotas que gostavam de passar maquiagem no rosto se tornaram vlogueiras e blogueiras, quem tinha um gato e passava mais de oito horas conectado nas diversas redes sociais se tornou um analista de redes sociais. Assim mesmo, do nada. Você sabia o nome de seis ou sete delas? Tudo bem! Pode por esse crachá no peito que o serviço é seu!
Agências de esquina nasceram com quatro ou cinco amigos, que se diziam especialistas. Um cuidava no “face” outro daquelas página em temas de WP e os outros iam para a rua buscar clientes. A estratégia?

A ameaça da invisibilidade

O plano era simples, fácil e de execução tranquila. Bastava entrar em um comércio segurando uma pastinha e com um tablet embaixo do braço e dizer: “Sou da comunicação e preciso falar com o responsável”. Uma vez que fosse atendido, o repertório era sempre o mesmo.

“Olha, eu represento essa agência de marketing digital. Fazemos todo tipo de site e em uma busca rápida pela internet percebemos que você não tem uma comunidade no Facebook. Você sabia que está perdendo muito dinheiro? Precisamos agir agora! Não podemos perder mais tempo!”.

O serviço era rápido e fácil. Quase ninguém tinha uma página institucional e por isso mesmo o oceano era cheio de peixes; dava para todo mundo fazer um dinheirinho rápido e honesto. Os que aderiam à moda, replicavam aos amigos: “Ah, agora a sapataria do Salomão possui uma página no face! Você não tem uma, João açogueiro? Está perdendo dinheiro, viu?! Olha, não é por nada não, mas fale com esse garoto daqui; ele é ótimo e o preço é baratinho”. E a corrente aumentava…

Afinal de contas: qual o problema nisso tudo?

Não há problema algum. Esse é o mercado e eu sou um defensor fiel de que todo prestador de serviço tem o cliente que merece e vice versa. Para cada bolso e cada objetivo há um profissional pronto para atendê-lo. Entretanto, o conteúdo do texto de hoje é o porque da sua empresa ser invisível do no Facebook. E agora vão alguns motivos para isso.

O mais importante deles: O Facebook é apenas uma ferramenta meio. Não adianta você levantar uma página e escolher uma boa foto de capa — não aquela JPG estendida no paint, selecionando, segurando na pontinha e aumentando — que tudo dará certo. Sem conteúdo de qualidade nada acontece. E isso nós remete diretamente ao que eu chamo de…

A síndrome da fan-page BOT

O que é isso? Qualquer pessoa que tenha jogado CS 1.5 quando era adolescente — alguns até hoje — sabe o que eram BOTS. Estou utilizando esse jogo como exemplo apenas porque era um dos mais conhecidos, mas quase todo jogo possui essa engenhoca. São oponentes comandados por inteligências artificiais, que acabam não sendo tão inteligentes assim. Antigamente, ficavam presos na porta, atiravam no céu e ficavam pulando, repetidas vezes, para tentar subir em uma caixa muito mais alta do que o próprio boneco.

Não importa qual era o jogo: os bots costumavam ser igualmente burros.

E é assim que a maioria das páginas institucionais se comporta, no Facebook. A estratégia é quase sempre a mesma:

Crie uma página, coloque uma foto de capa e bote o link do seu site, que não é alimentado há uns cinco ou seis anos. Pronto, agora você está no mundo digital! Compartilhe todos os dias os posts das mesmas páginas famosas tipo Exame e Folha de São Paulo, geralmente com uma linha de comentário do tipo: “Gostei!”, “Muito legal!”, “Vale a pena compartilhar!”, “Interessante!”.

A página adquire o gosto de requeijão diet. Não, não do light, do diet mesmo! Não tem personalidade, não tem sequer um sinal de fumaça de criação própria. Você só copia, só compartilha e age como a sua tia fazia no Orkut. Você se tornou aquele seu parente velho e sem graça!
A fan-page se tornou igual a tantas outras. E o reflexo disso é um número de likes baixíssimo. Eis que o empresário, confuso, retorna até o garoto da agência e diz: “Isso não está funcionado! Cadê o vulcão de clientes que você me prometeu?” e a resposta é fantasticamente simples: “É que precisamos fazer uma campanha de likes!”.
Cinquenta reais por semana são adicionados em campanhas de impulso. O garoto alimenta, o Facebook embolsa a grana e lhe dá alguns likes sem esforço algum, e em dois meses a página cresce 200%. O empresário fica feliz, diz que o garoto é um gênio criativo e pede para aumentar o valor. Eis que chegamos no tipo de página que eu chamo de…

A página cidade fantasma

Ela é o que mais vemos por ai. São páginas com 50, 60, 100 mil likes e que, quando postam alguma coisa, geralmente daquele jeito que eu expliquei acima, tem incríveis 4 likes e 1 share. Geralmente quem compartilhou é o dono da página.

A página possui um número de seguidores de respeito, mas porque a interação é tão baixa? Porque eles foram todos comprados! Ninguém está nem ai para o que você faz e sequer sabem porque está lá. Você se surpreenderia com o número de pessoas que dão “like” em tudo que aparece. Curtem, curtem, curtem, mais ou menos como quando a sua mãe usa o seu navegador por cinco minutos e quando você volta ele está assim…

“Mãe, o que você fez?!”

95% das empresas se satisfaz nessa situação. Ao longo do tempo elas perceberam que o Facebook não traria tanto dinheiro e clientes assim para elas. Dai, desistem. “Bom, já paguei mesmo. Ao menos tenho uma página com cem mil seguidores”. Ou se enganam. Se foi algum gerente ou diretor que aprovou o projeto, deformam os números para o chefe e dizem: “Olha quantos seguidores nós temos! Quando nós postarmos uma novidade eles todos saberão!” e como a grande maioria das pessoas sequer sabe sobre a taxa de visualização da sua página, fica por isso mesmo.

Os 5% que restaram, ainda tentam compreender o porque depois de tantos meses e “tanto dinheiro” colocado, a rede social ainda não deu dinheiro e clientes. Voltam ao sobrinho, que mais uma vez tem a resposta…

É que falta um gestor de conteúdo para a sua página!

Grande parte dos sobrinhos viram isso em algum curso ou vídeo do youtube. Aprenderam que agora há uma nova função para eles. Além de criarem a fan-page e impulsionarem as campanhas de likes eles podem ganhar um dinheirinho extra todos os meses. Serão gestores de conteúdo!

Funciona mais ou menos assim: ao invés de você gastar o seu tempo e o seu dinheiro em post’s que não funcionarão, para seguidores que não terão o menor interesse na sua empresa, você passará a pagar alguém todos os meses para fazer isso por você.

Tá, não serei injusto, haverá um “trabalho de arte”. Abre-se o Photoshop — se for o PS mesmo você está até no lucro! — coloca-se um fundo em uma cor chamativa e uma frase de efeito é escrita em letras garrafais.

Um excelente trabalho feito por um sobrinho profissional!

Bom…essa é a realidade de nove em cada dez páginas do Facebook. São quase todas as mesmas, como um exército de japoneses em um metrô. Nesse ponto, 98% das empresas terão ficado para trás…terão desistido no meio do caminho, percebido que a rede social não é assim uma “máquina automática de imprimir dinheiro” e o foco já estará em um próximo santo graal.

Mas o ponto é: e os outros 2%? E quem continuar perseverando?

O “golden 2%” e as páginas que realmente fazem a diferença

Aqueles que persistem na busca pelo entendimento do que realmente importa para que o Facebook se torne uma ferramenta realmente útil para o seu negócio, acabarão encontrando uma pista. Cairão em algum site de quem realmente entende do que está falando ou verão algum vídeo ou lerão um artigo como esse e ficarão com a pulga atrás da orelha. Sentirão aquele cheiro de fumaça, que sobe atrás de uma montanha, denunciando que ali, distante, há alguma coisa para ser vista…

Esses curiosos, verdadeiros sobreviventes, acabarão conhecendo conceitos como a importância do conteúdo original, a linguagem personalizada, a frequência como os posts devem ser feitos e a redação publicitária autoral que causa a sensação de pertencimento. Aprenderão sobre o poder do nicho e como liderá-lo; verão nomes como Seth Godin e tantos outros atuais; quem sabe — quem sabe! — isso os levará até alguém que realmente saiba do assunto. Perceberão que a criação de uma personalidade atrativa e que impacte diretamente aos pertencentes da sua cauda longa é que possibilitará o surgimento da força mais poderosa do universo na internet…

O surgimento da empatia

Se esse empresário, empreendedor, curioso, guerreiro, sobrevivente olhar para trás ele perceberá um oceano de empresas mortas. Páginas que nunca deram sucesso e que se contentaram com o número de seguidores comprados. Posts que não movimentam uma alma sequer e um ritmo de alimentação dessas mesmas páginas em um modo zumbi.

Perceberá também uma indústria enorme de quem pensa que entende, vende que entende e lucra com essa aparência de quem entende. De serviços que não prestam, profissionais que não prestam e gurus que não prestam. Que não há riqueza fácil e que a atenção das pessoas não é comprada com impulsos nem com frases da Clarice Lispector e uma imagem de praia paradisíaca.

 

Sounds legit!

Que fotos de profissionais de terno com os braços cruzados, meio que de ladinho, com pose vencedora e de personalidade causam o mesmo impacto que um espirro em um estádio lotado na final da libertadores. Que é tudo artificial, igualzinho, pasteurizado, tudo muito chato, muito bobo, sem gosto, sem cor, sem nada. Que esse é o resultado de um mau trabalho e o futuro da imensa maioria das tentativas de se fazer ouvir no Facebook.

Depois de perceber e observar tudo isso, ele descobrirá que há apenas uma alavanca para movimentar o planeta inteiro: a disrupção.

Que se ele quer cativar o seu público e aumentá-lo terá que fazê-lo de forma diferente, criativa, autoral, pessoal, direta, dirigida não a um número infinito de consumidores, mas a um número finito de pessoas.

E esse é o segredo de uma boa comunicação social: a compreensão de que essa enorme rede não é composta por números, consumidores, métricas nem curvas de aumento de seguidores, mas por um monte de gente. Gente diferente, cada uma com o seu jeito de enxergar o mundo e interagir com ele e com os outros. Que não será possível você pegar a todos com posts politicamente corretos e comprometidos; que você causará dor, causará descontentamento, mas que é justamente essa postura ativa, com personalidade, que juntará quem pensa igual a você naquele mesmo espaço.

Nesse ponto, se ele chegar até aqui, terá percebido o que quase nenhum empresário ou empreendedor do país compreende…

A diferença entre um profissional e um apaixonado

Terá percebido que há um universo e uma galáxia de diferença entre um simples prestador de serviços digitais e um verdadeiro apaixonado. Encontrará gente que gosta de verdade disso daqui e busca entender o seu público, funcionamento, a cabeça das pessoas e como tudo isso funciona sem parar nem dar nenhum pau. As vezes dá, mas faz parte…

Você pode estar se perguntando o que aconteceu naquela reunião de ontem que me motivou a escrever tudo isso, não é? Bom, naquela noite de ontem eu ouvi de um prospect que o layout do seu site não importava tanto assim, porque era apenas institucional e não uma plataforma ou algo que demandava a experiência de uso por parte do cliente.

AUTOR: Ícaro

Atualizar a fan page da empresa não é suficiente

Gerenciar a fan page da sua empresa estrategicamente trará muito mais resultados!

A internet é teoricamente democrática e serve de suporte para a subversão do formato tradicional da comunicação, pois permite que qualquer usuário produza e compartilhe conteúdo tornando-se um formador de opinião, sem a necessidade de intermediários tecnicamente habilitados para isso. Observando os perfis de usuários nas redes sociais conseguimos identificar, avaliar e qualificar as características desse indivíduo. Baseado em suas publicações é possível acompanhar seu momento de vida, suas alegrias, tristezas, conquistas, frustrações, dores, posturas, contrariedades e uma série de outros sentimentos.

Trazendo esse contexto para o ambiente corporativo as perguntas que empresas com presença digital em mídias sociais devem se fazer em relação à percepção do público são: Qual a imagem que passamos? Quais são nossas dores? Em que fase da vida corporativa a empresa se encontra? Que tipo de sentimentos deixamos transparecer publicamente? Nossas publicações são do interesse do público? Qual o nosso nível de comprometimento com a audiência? Nossa linha editorial é coerente com nossa missão, visão e valores? Nosso público interno (colaboradores) participa, interage ou compartilha nosso conteúdo?

A comunicação organizacional deve ser gerida de maneira estratégica. Saber a diferença entre gerenciar e atualizar mídias sociais contribui para melhor qualificar e analisar conteúdos e resultados. Enquanto atualizar um perfil representa alimentar a rede com dados e informações, gerenciar um perfil implica em pesquisa, planejamento, execução, controle e avaliação dessas informações. O pensamento estratégico nas ações de comunicação dentro do ambiente virtual orienta a razão de ser de uma presença online e está diretamente vinculado ao alcance dos objetivos corporativos.

Assim como acontece nas redes pessoais, onde interagimos com nossos amigos, as ações de apropriação, compartilhamento e disseminação de conteúdos, que resultam das interações entre as organizações e o público, são elementos absolutamente ativos na construção da imagem corporativa, daí a importância de haver uma concordância entre o que é propagado e o que está escrito na declaração de valores da empresa, por exemplo.

Definitivamente, imagem deixou de ser somente um conceito para se tornar uma forma de relacionamento social e representa uma força mobilizadora capaz de tanto promover satisfação quanto condenar relacionamentos ao fracasso. Uma vez que a imagem representa a projeção pública da identidade empresarial e expõe fatores intrínsecos e extrínsecos de sua essência, é natural que em determinado momento da trajetória a empresa tenha que administrar o impacto desse conjunto de simbolismos percebido pelo público. Não basta promover uma imagem positiva, será preciso administrar a competitividade que nada mais é do que gerar negócios lucrativos, agradar clientes e parceiros e sustentar a credibilidade.

Um dos aspectos mais relevantes da presença online é a perspectiva de mão dupla das comunicações. Saber administrar as manifestações dos usuários de modo a transformá-las em ferramentas em prol do fortalecimento da autoridade da marca, evita que a empresa acabe colhendo prejuízos ao se envolver em questões polêmicas, decorrentes da má gestão dessas intervenções. Aqui, se evidencia a importância da empresa estar presente nas mídias sociais para monitorar comentários que envolvem seu produto. Isso vai transmitir ao público uma preocupação da empresa com a opinião de seus clientes.

Uma vez que engajamento se tornou a palavra da moda, vale lembrar que as pessoas só se sentem estimuladas ao engajamento quando também se sentem identificadas com determinada marca ou produto. Uma presença digital deve, acima de tudo, ser útil ao usuário. Além de divulgar produtos e promoções a marca precisa produzir conteúdo útil, relevante, educativo, que esclareça as dúvidas do usuário e ofereça soluções para suas necessidades. Ainda é possível ir além. Que tal dar uma pausa nas vendas para contar uma história? Sim, as pessoas gostam de apreciar histórias com as quais se identificam!

FONTE: @ideiademkt

EMOJIS NA COMUNICAÇÃO – TROCANDO PALAVRAS POR EMOÇÕES :o)

Coitados dos !!!, … , ?!, entre tantos outros símbolos gráficos. Agora é a vez dos famosos emojis = P . Já tentou passar um dia sem usar um? ^_^ .

Os emojis saíram das nossas mensagens pessoais e chegaram aos E-Mails do trabalho, e muitas empresas já enxergam seu uso como forma de aproximação da geração de nativos digitais, aqueles que nasceram e cresceram com as tecnologias digitais.

Não é surpresa que o Brasil é a quarta maior população de nativos digitais do mundo, afinal nós sempre batemos recordes no mundo digital. Isso não significa, porém, que as empresas devem usar os emojis sem antes pensar duas vezes.

Um texto com muitos emojis : D pode ficar pesado :/, pouco fluído :-S. A escrita com palavras é mais direta e nem sempre um texto tão visual passa com mais facilidade uma mensagem.

Não podemos esquecer também que eles transmitem emoções – e esse é o objetivo da comunicação da empresa? Nem sempre.

Por fim, as empresas precisam analisar se os emojis combinam com a sua essência. Ela transmite uma ideia jovem em todas as suas comunicações? Tem foco neste público? Uma empresa que já não tem ações ousadas de comunicação causará estranheza ao usar emojis =O.

Não podemos negar que estas carinhas e símbolos são muito práticos e, por serem relativamente novos, podem gerar maior engajamento dos públicos nas comunicações. Ficou famoso o caso da pizzaria que aceitava pedidos de seus usuários online quando estes mandavam um emoji de pizza.

Em um futuro nada distante, as empresas também receberão mensagens de seus públicos usando emojis e precisarão saber interpretá-los. Mas até lá, todos já estarão craques nisso. =)

Se você tiver curiosidade em conhecer outros exemplos de emojis em comunicações empresarias, confira a matéria do jornal Meio&Mensagem.

FONTE: http://brasil.bm.com/

FACEBOOK E A ILUSÃO DOS LIKES

O Facebook sempre estimulou os donos de páginas a conseguirem mais curtidas em suas páginas. A idéia seria que quanto mais curtidas sua página tiver, mais ‘popular’ sua marca será.

Afinal se muita gente curte sua página, seus posts chegarão em muita gente certo ?

Errado ! Se você está ‘patrocinando’ sua página para conseguir mais curtidas pensando dessa forma, seja bem-vindo à realidade.

Vamos pegar como exemplo a página Housoft Software. Essa página tem atualmente mais de 15 mil curtidas, todas conseguidas de forma orgânica : nunca fizemos uma campanha patrocinada.

Com essa quantidade de curtidas seria de se esperar que os posts feitos nessa página chegariam a muita gente. Na prática contudo não é o que acontece.

Como exemplo, veja este post feito no dia 11 de janeiro. Repare na foto o alcance do post, exibido pelo próprio Facebook : 488 pessoas alcançadas. Ou seja, 3 dias depois de postado, o conteúdo atingiu somente 3,25% do público que curte a página. E isso porque todos os likes dessa página foram conseguidos de forma espontânea, pois como foi dito antes, jamais pagamos ao Facebook para ter curtidas.

exemplo

Este é apenas um exemplo. Qualquer página passa por situação semelhante ou até pior : geralmente páginas que tem muitos likes conseguidos através de patrocínio tem um percentual de alcance ainda menor.

A grande verdade é que pagar o Facebook para ter mais likes não adianta nada. Você apenas terá uma ‘etiqueta’ na página, o que tem sua importância mas na prática não vai conseguir chegar nos seus fãs.

Por este motivo a utilização de outras formas de divulgação se torna tão importante : participar de grupos relevantes ao seu público alvo,postar em todos os grupos, postar em todos os amigos etc.