CONTROLE E COMUNICAÇÃO

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Perder espaço no mercado, ter a marca esquecida ou os conceitos considerados ultrapassados têm sido os riscos que tecem o pano de fundo do posicionamento das empresas da nossa era, isso ocorre, pois a internet impõe um ritmo acelerado nas estratégias.

Diante disso, os riscos podem ser minimizados a partir de um olhar para gestão da comunicação com as lentes que enxerguem possíveis potenciais e as limitações das pessoas da equipe desde a contratação.

Neste sentido falar acerca das últimas decisões da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e como isso reflete na forma como gerimos a comunicação atualmente é fundamental para criamos parâmetros de sucesso.

A discussão acirrada acerca do limite de dados na internet banda larga nos últimos dias tirou o sossego não apenas daqueles que gostam de jogar online. Isso significa que as relações isoladas inexistem nessa era de ações em tempo real.

Imaginar um acesso restrito a internet é conceber que isso inviabiliza as transações nas mais distintas áreas e pode colocar em colapso desde nossas relações comerciais até a aquisição de conhecimento.

E para fechar nossas esperanças os preços atualmente cobrados pelas empresas de telefonia são altos, e a má fiscalização da ANATEL acerca da entrega dos serviços contratados torna a nossa visão ainda mais pessimista.

Isto é, a internet que temos em nossas casas ou nas empresas de pequeno e médio porte geralmente não possui um contrato de link dedicado, uma vez que os valores desse tipo de serviço que garante a velocidade de navegação estoura o orçamento.

Mas uma pesquisa publicada pela IDC (International Data Corporation) aponta que, 46% das companhias com mais de 250 funcionários têm planos para migrar o tráfego para outras tecnologias (como a internet dedicada) nos próximos anos.

A lição que tiramos daqui é a seguinte: temos partes interessadas com diferentes interesses que precisam de uma gestão imparcial.

Este é o cenário que nos cerca e as constatações acima evidenciam como soa ineficiente a tentativa de controle da comunicação numa era que a palavra de ordem é acesso em tempo integral e real, fato que configura exatamente a impossibilidade de restringir acesso sem causar danos.

Diante disso, chamo a atenção para as medidas internas que determinadas empresas tentam impor para os que ali trabalham, com relação ao controle da comunicação.

Quando tratamos o assunto perante o ambiente organizacional pelo prisma da gestão e restrição do acesso a internet, levanta-se a seguinte questão: Estariam os gestores se posicionando de forma correta ao que o mercado aspira ou apenas optando por procedimentos que facilitam o controle?

Segue a lista das restrições mais comuns nos ambientes corporativos:
  • Sites restritos;
  • Navegação monitorada;
  • Regra de uso de comunicação com clientes e equipe via whatsapp e e-mail. 

Vale indagar então por qual razão os gestores implantam esses sistemas de controle? As possíveis respostas são: para garantir segurança de dados confidenciais; para que não ocorra conflito nas comunicações informais; impor um ritmo de trabalho sem distrações.

E para todas as suposições cabem duas ressalvas: certamente uma capacitação adequada pautada no empowerment ou uma seleção que prime por escolher pessoas com consciência empreendedora para trabalhar na empresa resolva essa necessidade da gestão ser corretiva, impositiva e restritiva.

A era que vivemos exige clareza na comunicação, posicionamento firme de quem o faz e postura profissional.

O efeito colateral dessas restrições é a obsolescência das comunicações interna, uma empresa hoje que proíbe seus representantes comerciais, por exemplo, de conversarem com seus clientes via whatsapp, “ pois não é permitido pelos procedimentos internos da empresa” perde a credibilidade da sua marca ao que se refere à modernidade.

É incoerente vender uma imagem de empresa do futuro quando a gestão prioriza a facilidade de controle ao invés da responsabilidade na ação.

A responsabilidade na ação é permeada por fatores subjetivos o que exige mais da gestão, contudo, uma empresa com regras rígidas não consegue resolver problemas no tempo que o cliente espera, não se antecipa a cenários e possui uma equipe que não se acredita.

FONTE: @ideiademkt
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